Ser MEI dá direito à aposentadoria pelo INSS, mas muita gente comete erros que prendem o benefício no salário mínimo — ou pior, deixam a pessoa sem direito nenhum. A maioria desses tropeços passa despercebida por anos e só aparece na hora de se aposentar.
A boa notícia é que dá para corrigir a rota a tempo. Veja os cinco erros mais comuns e como evitá-los.
Erro 1: achar que o DAS sozinho garante aposentadoria alta
Esse é o mais frequente. O MEI paga o INSS dentro do boleto mensal (o DAS), recolhendo o equivalente a 5% do salário mínimo. É barato e dá acesso a benefícios — mas tem um teto.
Essa contribuição de 5% limita a aposentadoria ao piso, ou seja, um salário mínimo. Não importa quantos anos você contribua assim: o valor final tende a sair no mínimo. Quem quer mais precisa complementar.
Erro 2: não fazer a complementação de 15%
Para receber acima do piso, é preciso atingir a alíquota de 20%. O MEI consegue isso somando uma complementação de 15% ao que já paga no DAS.
Quem ignora esse passo abre mão da chance de uma aposentadoria maior. A complementação é feita por uma guia separada e calculada sobre a renda que você quer usar como referência.
Erro 3: deixar para complementar só no fim da carreira
Aqui mora uma armadilha cruel. Antes da Reforma da Previdência, dava para pagar pouco a vida toda e aumentar só nos últimos anos. Isso acabou.
Hoje, o cálculo considera a média de todas as contribuições ao longo do tempo. Ou seja, anos pagando sobre valores baixos puxam a sua média para baixo de forma permanente. Quanto antes começar a complementar, maior o efeito no benefício final.
Erro 4: atrasar ou esquecer o pagamento do DAS
Parece bobo, mas derruba muita gente. O atraso no DAS pode gerar lacunas na contagem do tempo de contribuição, o que atrapalha o direito à aposentadoria e a outros benefícios, como o auxílio por incapacidade.
Manter o pagamento em dia, mês a mês, é o que garante a continuidade da sua proteção.
Erro 5: nunca conferir o histórico no Meu INSS
Por fim, o erro de não acompanhar. Muita gente descobre problemas (contribuições que não entraram, lacunas, valores errados) só na hora de pedir a aposentadoria — quando já é tarde para corrigir com facilidade.
A solução é simples: conferir o extrato CNIS e usar a ferramenta “Simular Aposentadoria”, ambos dentro do app Meu INSS.
O recado final é não esperar a aposentadoria bater à porta para olhar essas coisas. Reserve alguns minutos para conferir seu histórico no Meu INSS e, se quiser um benefício maior, avalie começar a complementação o quanto antes.
