O Geely EX2 entrou de cabeça na disputa dos elétricos compactos no Brasil e mexeu com o mercado: passou a custar menos de R$ 100 mil em uma condição especial, mirando direto o BYD Dolphin Mini, hoje uma das maiores referências do segmento.
Mas atenção a um detalhe importante antes de animar: esse preço camarada tem uma condição que não vale para todo mundo. Veja os valores e quem realmente paga menos.
Geely EX2 abaixo de R$ 100 mil: a “pegadinha” do preço
A versão EX2 Pro passou a ser oferecida por R$ 99.001, mas só para taxistas, considerando os benefícios legais da categoria e o programa de venda direta. Para o consumidor comum e motoristas de aplicativo, o valor é mais alto.
Veja a tabela completa de preços divulgados:
| Modelo | Condição | Preço |
|---|---|---|
| Geely EX2 Pro | Taxistas | R$ 99.001 |
| Geely EX2 Pro | Motoristas de app | R$ 117.610 |
| Geely EX2 Max | Taxistas | R$ 109.396 |
| Geely EX2 Max | Motoristas de app | R$ 129.960 |
O preço abaixo de R$ 100 mil é o que mais chama atenção, porque coloca o EX2 numa faixa rara entre os elétricos novos no país.

Mas, como dá para ver, ele depende da categoria e da elegibilidade — não é um valor aberto a qualquer comprador.
Como fica a disputa com o BYD Dolphin Mini
O BYD Dolphin Mini segue forte no segmento. Ele se destaca pela proposta urbana, pela bateria Blade, pelos seis airbags e pela autonomia de até 280 km no padrão do Inmetro.
[image_search: BYD Dolphin Mini elétrico]
A ofensiva da Geely, porém, apertou a briga. Veja o comparativo de preços:
- Geely EX2 Pro (taxista): R$ 99.001 — quase R$ 21 mil mais barato que o preço tradicional do Dolphin Mini;
- BYD Dolphin Mini (preço cheio): R$ 119.990;
- BYD Dolphin Mini GL (promoção de junho para pessoa física): R$ 109.990.
A BYD reagiu baixando o preço numa condição promocional, o que reduziu a distância. Ainda assim, o Geely mantém vantagem quando se compara o valor para taxistas.
Por que essa briga é boa para você
Mesmo que você não seja taxista, essa disputa traz efeitos positivos para o consumidor. Quando duas marcas brigam por preço, o mercado todo sente. Isso pode significar:
- Mais ofertas em elétricos de entrada;
- Disputa maior entre as marcas chinesas;
- Pressão de preço também sobre os hatches a combustão;
- Queda gradual da barreira de entrada para quem sonha com um elétrico.
Nossa dica é ler as regras de cada oferta com atenção. O preço abaixo de R$ 100 mil é real, mas atrelado à categoria e às condições de venda direta — então, na concessionária, confirme qual valor se aplica ao seu caso e some custos como emplacamento.
Para quem roda muito por dia, como taxistas e motoristas de app, o cálculo do elétrico costuma compensar pela economia de combustível e manutenção.
Mas vale fazer as contas do seu uso real antes de decidir, comparando autonomia, preço da recarga na sua cidade e a garantia da bateria de cada modelo.
