A dúvida sobre um possível fim do Bolsa Família em caso de mudança de governo ganhou uma resposta. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, afirmou que, se for eleito em outubro, pretende manter o programa.
Para os mais de 19 milhões de famílias que dependem do benefício, a declaração toca diretamente o bolso. Veja o que ele disse e o que pode mudar nas regras.
O que Flávio Bolsonaro disse sobre o Bolsa Família
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (15), durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.
Na ocasião, o senador classificou o Bolsa Família como um “direito adquirido” da população e afirmou que ninguém tem o direito de acabar com o programa.
Ele também saiu em defesa de quem recebe o auxílio. Segundo o parlamentar, existe um preconceito com os beneficiários, “como se não quisesse trabalhar”, o que ele classificou como um erro.
É importante deixar claro o contexto: trata-se de uma promessa de pré-campanha de um dos candidatos, e não de uma mudança já decidida no programa. As eleições estão marcadas para outubro.
A proposta para quem consegue emprego formal
O ponto mais concreto da fala mira um medo comum entre os beneficiários: perder tudo ao conseguir um trabalho.
Flávio afirmou que pretende propor um programa para que as pessoas continuem recebendo o Bolsa Família por um período mais longo mesmo após conseguirem emprego formal ou abrirem o próprio negócio.
Para entender o que ele quer mudar, veja como funciona a regra atual:
- Quando o beneficiário consegue carteira assinada, passa a receber 50% do valor por um período de 2 anos;
- Isso vale enquanto a renda por pessoa da família não ultrapassar meio salário mínimo.
A ideia do senador seria ampliar esse período de proteção. No entanto, ele não detalhou como a medida seria implementada, nem apresentou prazos ou fontes de financiamento.
Apoio à isenção do Imposto de Renda
No mesmo evento, o pré-candidato comentou outro tema que afeta o bolso. Flávio declarou apoio à manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês — política, assim como o Bolsa Família, criada na atual gestão do presidente Lula.
Vale o lembrete de que declarações de pré-campanha são promessas, e qualquer alteração nas regras do Bolsa Família dependeria de aprovação após as eleições, sob o governo que for eleito. Por enquanto, o programa segue com as regras atuais, e o calendário de pagamentos continua normalmente.
