Muita gente acha que ser Microempreendedor Individual (MEI) condena a aposentadoria ao salário mínimo para sempre.
Não é bem assim. Com um ajuste na contribuição, dá para mirar uma pensão e aposentadoria do MEI bem mais altas — de até cerca de R$ 3,2 mil por mês.
O segredo está em quanto e como você contribui ao INSS ao longo da carreira. Entenda o que muda no seu bolso.
Por que a aposentadoria do MEI fica presa ao salário mínimo
A explicação está no jeito que o MEI paga o INSS. O microempreendedor recolhe mensalmente pelo DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), pagando o equivalente a 5% do salário mínimo.
Essa contribuição reduzida é ótima para quem está começando, mas tem um preço: ela garante o benefício apenas no piso, ou seja, um salário mínimo.
Ou seja, não importa quantos anos você contribua assim — a aposentadoria tende a sair no valor mínimo.
Como aumentar a aposentadoria do MEI para até R$ 3,2 mil
Para receber acima do piso, é preciso atingir a alíquota de 20%, exigida pelas regras tradicionais do INSS. O MEI consegue isso de duas formas:
- Complementação de 15%: você continua pagando os 5% do DAS e recolhe mais 15% por fora, fechando os 20%;
- Contribuição sobre uma renda maior: o cálculo passa a considerar um valor de base mais alto.
Veja a conta na prática. Para mirar uma aposentadoria de dois salários mínimos (cerca de R$ 3.242 em 2026), a contribuição seria de aproximadamente R$ 648 por mês sobre essa base.
O detalhe que muita gente esquece
Não basta contribuir um valor alto só nos últimos anos. O cálculo do INSS considera a média de todas as contribuições e o tempo total de recolhimento.
Ou seja, anos pagando sobre valores baixos puxam a média final para baixo, mesmo que você trabalhe muito tempo.
Por isso, quanto antes começar a contribuir sobre uma base maior, mais perto você chega do benefício desejado.
Simule o seu benefício pelo Meu INSS
Antes de mudar qualquer coisa, vale fazer as contas. No app ou portal Meu INSS, o segurado encontra ferramentas de simulação que estimam o valor do benefício com base no histórico de contribuições já registrado.
A dica é acompanhar de perto os recolhimentos e a média salarial, para identificar quando vale a pena fazer a complementação.
Antes de decidir, vale conversar com um contador ou usar a simulação do Meu INSS para ver se a complementação compensa no seu caso — para quem está perto de se aposentar, às vezes o esforço extra rende pouco; para quem é jovem, costuma valer muito a pena.
E lembre-se: isso não é investimento garantido nem promessa: o valor final depende das regras vigentes e do seu histórico completo.
