Milhares de brasileiros que aguardam exaustivamente na fila por um benefício do INSS acabam de receber uma excelente notícia.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou uma medida de emergência para reforçar a análise e acelerar a concessão de pagamentos destinados, principalmente, às pessoas com deficiência (PCD). Acompanhe para entender.
Como vai funcionar a força-tarefa nas agências?
Para dar vazão aos processos travados, uma portaria publicada nesta semana autorizou o remanejamento voluntário de até 80 servidores que atuam na área de Reabilitação Profissional.
Esses funcionários passarão a atuar temporariamente de forma exclusiva no setor de avaliações sociais para benefícios assistenciais e previdenciários.
A iniciativa do governo promete dar um alívio à longa espera pela avaliação social. Essa etapa é obrigatória para quem depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC), um auxílio que garante o pagamento mensal de um salário mínimo para cidadãos de baixa renda que possuam impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo.
A estratégia de alocação seguirá as seguintes regras:
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Duração inicial: O remanejamento terá um prazo inicial de 90 dias de atuação na área de avaliação social.
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Possibilidade de extensão: Caso a fila continue grande, o prazo poderá ser prorrogado por mais 45 dias, dependendo da necessidade operacional.
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Abrangência nacional: Os profissionais transferidos serão distribuídos entre as superintendências de todas as regiões do Brasil.
Associação critica o remanejamento e aponta riscos
Embora a medida traga esperança para quem aguarda o BPC, a decisão interna gerou atritos. A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social manifestou grande preocupação com a transferência dos servidores de suas funções originais.
A princípio, a entidade sindical argumenta que retirar dezenas de profissionais pode enfraquecer severamente as atividades da própria Reabilitação Profissional (setor vital que atua para ajudar trabalhadores acidentados ou adoentados a retornarem ao mercado de trabalho de forma segura).
Para os representantes dos servidores, a solução para reduzir a angústia da população que aguarda o benefício não passa pelo deslocamento paliativo de equipes entre setores, mas sim pela ampliação permanente do quadro de funcionários do instituto.
