A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (08) a operação “Mens Occulta”, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, com conexões surpreendentes com beneficiários de programas sociais federais.
Pelo menos 56 pessoas que receberam o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial foram identificadas em análises financeiras ligadas à família de um chefe do tráfico.
A investigação aponta que a organização criminosa, que movimentou cerca de R$ 70 milhões nos últimos 5 anos, utilizava empresas de fachada e caminhões com fundos falsos para transportar cocaína. Uberlândia (MG) era o principal centro de distribuição.
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Entre os identificados está Rhanniery Nunes Graciano, ex-genro do líder da facção, apontado como laranja para ocultar bens. Ele teria recebido repasses do Auxílio Emergencial.
A PF ressalta que a presença desses beneficiários nas movimentações investigadas chamou a atenção dos investigadores, mas não afirma que todos façam parte da organização criminosa.
O grupo, liderado por Mario Sergio Nunes, conhecido como “Serjão do PCC”, utilizava uma estrutura empresarial complexa para suas atividades ilícitas. Foram apreendidos veículos importados, propriedades rurais e um motorhome de luxo.
Mario Sergio e sua filha Brenda foram presos, enquanto outra filha, Bruna, se entregou. A esposa, Maria Lourdetis, também é investigada.
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