FDR

Itaú anuncia fim do serviço e espanta clientes em maio

banco Itaú

Foto: Shutterstock

O banco Itaú pegou o mercado de surpresa ao confirmar o encerramento oficial de um dos seus principais serviços internos de atendimento a partir desta quarta-feira, 27.

A decisão afeta diretamente centenas de trabalhadores e gera um forte clima de incerteza sobre como o suporte será conduzido daqui para frente.

Para quem possui conta ou utiliza os serviços da instituição, a mudança acende um alerta importante sobre o futuro do atendimento.

Qual serviço do Itaú vai acabar?

A descontinuação do braço corporativo conhecido como Emps+ vai provocar uma reestruturação profunda dentro das agências da empresa.

Inicialmente, cerca de 400 funcionários foram afetados diretamente pela medida e, segundo informações internas coletadas junto a sindicatos da categoria, a grande maioria terá que buscar recolocação por conta própria no mercado.

Apenas 50 trabalhadores serão mantidos de forma imediata pelo banco Itaú para atuar em dois novos projetos da casa.

O restante da equipe enfrenta a falta de um plano formal de transição, o que gerou críticas pesadas das entidades de classe por conta da ausência de critérios claros para demissões ou transferências de setor.

Metas abusivas e cobranças em veículos próprios

Relatos de funcionários indicam que a pressão interna aumentou consideravelmente nos últimos meses, principalmente no segmento Pro.

As cobranças por resultados comerciais chegam a exigir o equivalente a 200% do Índice de Cumprimento de Metas (ICM) estipulado em contrato.

Além disso, gerentes relatam prejuízos financeiros no dia a dia do trabalho de campo. A instituição exige o uso de veículo próprio para visitas comerciais, mas o valor do reembolso para combustível está abaixo da média de mercado, enquanto o uso de aplicativos de transporte segue proibido.

Alerta geral sobre cobranças indevidas no cartão

Paralelamente à crise interna na gestão de pessoal, o banco Itaú enfrenta forte desgaste com o público geral por conta de uma investigação séria de direitos do consumidor.

A instituição financeira assinou um acordo recente com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após admitir falhas graves na cobrança de tarifas.

A investigação oficial apontou cobranças indevidas de seguros em cartões de crédito sem a devida autorização dos correntistas, uma prática que vinha ocorrendo há mais de uma década.

Por isso, se você notou descontos suspeitos e recorrentes, é fundamental conferir os detalhes de proteção de dados no portal do Consumidor.gov.br para garantir a devolução do seu dinheiro.

Para evitar prejuízos imediatos no seu bolso, a recomendação é abrir o aplicativo do seu banco agora mesmo e revisar o extrato detalhado dos últimos meses.

Por fim, caso encontre qualquer cobrança com nome de seguro, assistência ou título de capitalização que você não se lembra de ter contratado de forma consciente, entre em contato imediatamente com o suporte oficial e exija o estorno em dobro dos valores cobrados de forma irregular.

Sair da versão mobile