A corrida para enviar a declaração a tempo é o principal foco dos brasileiros nesta última semana de maio, mas a pressa pode custar caro.
Cometer um simples erro de digitação é o suficiente para travar a sua restituição imposto de renda por meses, jogando o seu CPF direto na temida malha fina da Receita Federal.
Para que o seu dinheiro não fique congelado nos cofres públicos, listamos as cinco armadilhas mais comuns que barram a aprovação do documento e mostramos como você pode corrigir cada uma delas a tempo.
Os 5 erros fatais que te jogam na malha fina
O cruzamento de dados do governo é automático e implacável. Qualquer divergência entre o que você digitou e o que as empresas informaram ao Fisco gera um bloqueio preventivo.
Abaixo, confira os campeões de problemas que podem barra a sua restituição do Imposto de Renda:
1. Omissão ou divergência de rendimentos
Esquecer de declarar o salário de um emprego antigo, uma rescisão ou um “bico” formal de poucos meses é o erro número um. O governo sabe exatamente quanto você ganhou porque as empresas enviam essas informações.
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Como corrigir: Baixe a declaração pré-preenchida no aplicativo ou cruze os dados com todos os informes de rendimentos recebidos no ano. Se faltou algum, adicione imediatamente na aba “Rendimentos Tributáveis”.
2. Dedução indevida de despesas de saúde
Lançar recibos médicos, consultas ou terapias que não possuem Nota Fiscal ou cujo profissional não declarou o seu pagamento no sistema do governo (DMED). A Receita bloqueia a sua restituição na hora se o médico não confirmar que recebeu o seu dinheiro.
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Como corrigir: Só lance despesas que tenham recibos válidos com o CPF ou CNPJ do profissional, carimbo e assinatura. Se não tem o comprovante físico, não declare.
3. Confusão com dependentes
Declarar um dependente (como um filho) que já está na declaração de outra pessoa. Isso é extremamente comum entre casais divorciados. O sistema não aceita o mesmo CPF em duas declarações diferentes para deduzir impostos.
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Como corrigir: Converse com o(a) ex-cônjuge e decidam quem fará a inclusão do dependente. Quem não ficar com a dedução deve remover o CPF da criança do seu sistema.
4. Omissão de rendimentos de aluguel
Receber dinheiro de aluguel todos os meses e não informar à Receita, achando que o valor é baixo demais para ser tributado. Se a imobiliária declarou a transação ou se o inquilino declarou o pagamento, o governo vai cruzar os dados.
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Como corrigir: Reúna os contratos e os comprovantes de depósito. Os valores devem ser informados na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF/Exterior”.
5. Erro na Previdência Privada (PGBL x VGBL)
Tentar deduzir os valores pagos em previdência do tipo VGBL. Pela lei, apenas o modelo PGBL permite abater até 12% da renda tributável.
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Como corrigir: Olhe atentamente o informe enviado pelo seu banco. Se estiver escrito VGBL, o saldo deve ir apenas para a aba de “Bens e Direitos”, sem gerar descontos no imposto final.
O que acontece se preencher a declaração do Imposto de Renda errado?
Se você leu esta lista e percebeu que já enviou a sua declaração com um ou mais desses problemas, não precisa entrar em desespero. O sistema do governo federal permite que você arrume a sua própria bagunça antes que um auditor fiscal bata na sua porta.
A solução para salvar o seu bolso é enviar uma Declaração Retificadora. Basta abrir o mesmo programa ou aplicativo onde você fez o envio original, selecionar a opção de retificar, corrigir o campo exato que estava errado e transmitir novamente.
Desde que essa correção seja feita até o prazo final de 29 de maio, você não paga nenhuma multa por ter errado na primeira tentativa e garante que a sua restituição entrará na fila normal de pagamentos dos próximos meses.
