Neymar voltou oficialmente à Seleção Brasileira para disputar a Copa do Mundo de 2026, mas um bastidor comercial chamou tanta atenção quanto a convocação feita por Carlo Ancelotti.
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Antes mesmo da lista final ser anunciada, o jogador já havia gravado campanhas publicitárias ligadas ao torneio, incluindo versões alternativas para o caso de ficar fora da Seleção.
Neymar tinha versões prontas antes da convocação
O ponto que incendiou a repercussão foi a informação de que Neymar gravou campanhas sobre a Copa entre o fim de abril e o início de maio. As peças teriam sido preparadas em duas linhas diferentes:
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- uma com Neymar celebrando a convocação;
- outra com o jogador apenas como torcedor da Seleção Brasileira.
A convocação saiu em 18 de maio, durante anúncio oficial de Carlo Ancelotti no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Poucas horas depois, campanhas envolvendo o jogador começaram a circular.
Marketing ou mérito na lista de Ancelotti?
A presença de Neymar reacendeu uma discussão antiga: o camisa 10 voltou por desempenho ou pelo peso de sua imagem?
Ancelotti tentou afastar qualquer suspeita de interferência externa. Antes da lista, o técnico afirmou que a decisão seria profissional e baseada no desempenho do jogador.
Ainda assim, o contexto abriu espaço para debate. Neymar estava longe da Seleção desde 2023, passou por lesão grave no joelho e voltou ao radar em um momento de pressão por nomes capazes de mudar o ataque brasileiro.
Convocação transforma dúvida em vitrine
A escolha de Ancelotti não encerra o debate. Na prática, ela amplia a cobrança.
Agora, Neymar precisará responder dentro de campo a uma pergunta que já começou fora dele: sua convocação foi uma aposta esportiva ou uma vitória da marca Neymar?
De todo modo, para Neymar, a Copa começou bem antes da estreia. Começa no teste entre ser protagonista pelo futebol ou pela força comercial que ainda carrega.