A crescente popularidade das canetas emagrecedoras e a demanda por terapias avançadas com medicamentos de alto custo são os principais motivos para um aumento projetado na inflação médica em 2026.
Especialistas apontam que os planos de saúde empresariais podem sofrer reajustes significativos, com estimativas de alta entre 8% e 11%.
Pesquisas da consultoria Willis Towers Watson (WTW) destacam que os gastos com medicamentos, especialmente os mais modernos para obesidade e diabetes, são um dos maiores impulsionadores dos custos de saúde nas Américas.
Embora os planos de saúde ainda não sejam obrigados a cobrir integralmente as canetas emagrecedoras, a obesidade é cada vez mais reconhecida como doença crônica, o que pode gerar decisões judiciais futuras.
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A WTW também revela que 67% das seguradoras preveem que os medicamentos à base de GLP-1 (hormônio que ajuda no controle do apetite e saciedade) elevem os custos médicos nos próximos três anos.
Essa tendência impacta diretamente os reajustes dos planos de saúde empresariais.
Além dos medicamentos, outros fatores como a judicialização, tecnologias caras, comportamento dos usuários e fraudes também contribuem para a inflação médica.
A Mercer Marsh Benefícios estima que os reajustes dos planos empresariais variem entre 8% e 10% em 2026.
Apesar das projeções de alta, especialistas observam uma desaceleração na inflação médica em comparação com anos anteriores, resultado de esforços das operadoras no combate a fraudes e controle de custos.
Mudanças na coparticipação e maior controle sobre reembolsos e redes credenciadas são algumas das estratégias adotadas.
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