A cinco meses das eleições presidenciais de 2026, um levantamento exclusivo obtido pela EXAME revela os caminhos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pretendem trilhar, especialmente em relação ao Bolsa Família e à economia do país.
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A pesquisa, realizada pelo Radar Governamental da Celuppi, antecipa as propostas de ambos os pré-candidatos, mesmo sem a apresentação oficial de seus planos de governo.
O estudo analisa discursos, histórico de gestão e posicionamentos recentes para traçar tendências em áreas cruciais como economia, políticas sociais, saúde, educação e infraestrutura.
A pesquisa indica que o debate eleitoral deve focar menos em diagnósticos, que são relativamente consensuais, e mais nas soluções para gargalos históricos, como baixa produtividade, pressão fiscal e desigualdade social.
No cenário econômico, o levantamento aponta para um ponto de partida considerado estável, com desemprego em baixa e controle cambial. No entanto, desafios estruturais persistem.
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Lula tende a reforçar um modelo desenvolvimentista, com forte atuação estatal e retomada de programas sociais. Seu governo tem histórico de aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além da reforma tributária e foco no aumento da arrecadação.
Já Flávio Bolsonaro sinaliza a continuidade de uma agenda liberal, com ênfase em responsabilidade fiscal, redução do tamanho do Estado e possível revisão de regras previdenciárias.
Um ponto de convergência entre os dois pré-candidatos, apesar das diferenças ideológicas, é o Bolsa Família.
Ambos devem defender a manutenção do programa e a implementação de mecanismos para incentivar a saída dos beneficiários.
Enquanto o petista aposta na ampliação de políticas sociais como vitrine de governo, o senador do PL defende o programa atrelado à geração de empregos.
Em relação a reformas estruturais, Lula não tem sinalizado avanços em pautas como a administrativa ou mudanças na Previdência.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro pretende retomar agendas mais liberais, incluindo novas reformas da previdência e mudanças na legislação trabalhista.
A política de privatizações também divide os candidatos: Lula se opõe à venda de estatais, enquanto Flávio tende a retomar a agenda de desestatização.
As áreas de saúde e educação devem ganhar destaque na campanha, devido à percepção negativa do eleitorado.
Lula deve focar na continuidade de sua equipe e na valorização de estruturas institucionais, contrastando com a gestão anterior.
Flávio Bolsonaro tende a defender mudanças estruturais e maior eficiência no gasto público.
Na infraestrutura, o estudo aponta diferenças no desenho institucional. Lula deve manter o modelo fragmentado, com diversos ministérios atuando na área. Flávio Bolsonaro sinaliza a possibilidade de recriar um “superministério” da infraestrutura.
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