A menos de 45 dias para o início da Copa do Mundo 2026, o clima na Granja Comary é de apreensão. O que deveria ser um período de ajustes finais para o técnico Carlo Ancelotti tornou-se um quebra-cabeça médico.
Recentemente, a lista de baixas confirmadas e dúvidas críticas aumentou, atingindo pilares fundamentais da equipe.
Neste artigo, detalhamos as lesões de quatro dos principais atletas brasileiros que estão fora ou em risco altíssimo de perder o Mundial, e como isso impacta o planejamento do Brasil em busca do hexa.
1. Rodrygo (Real Madrid) – Ruptura do LCA
O “Raio” foi a primeira grande perda confirmada. O atacante do Real Madrid sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco lateral do joelho direito.
- A Lesão: Trata-se de uma das contusões mais temidas no futebol, exigindo cirurgia e um tempo de recuperação que varia de 8 a 10 meses.
- O Impacto: Rodrygo era peça-chave pela versatilidade, podendo atuar centralizado ou pelas pontas. Sua ausência obriga Ancelotti a buscar alternativas de velocidade e drible no elenco reserva.
2. Éder Militão (Real Madrid) – Lesão no Bíceps Femoral
Infelizmente, Militão reviveu o pesadelo das lesões em um momento crucial. O zagueiro foi operado recentemente na Finlândia devido a uma grave lesão no bíceps femoral da coxa esquerda.
- A Lesão: Embora menos complexa que um LCA, a gravidade e o histórico de lesões sucessivas (nove no total durante este ciclo) tornaram sua ida à Copa impossível. A previsão de recuperação é de, no mínimo, quatro meses.
- O Impacto: O Brasil perde seu zagueiro mais rápido e dominante no jogo aéreo, forçando a busca por uma nova dupla de zaga titular.
- Quem substituirá Militão na zaga? Nomes como Bremer, Gabriel Magalhães e Marquinhos devem formar o núcleo defensivo, com novas oportunidades para jovens como Murillo (Nottingham Forest).
3. Estêvão (Chelsea) – Lesão Muscular Grau 4
A jovem promessa do Chelsea e da Seleção também entrou para a lista de desfalques da reta final da temporada europeia. Estêvão sofreu uma lesão muscular de grau quatro na posterior da coxa direita.
- A Lesão: O grau quatro indica uma ruptura quase completa ou total das fibras musculares, frequentemente acompanhada de hematoma extenso e perda de função. A recuperação é lenta e delicada para evitar recidivas.
- O Impacto: Considerado o “fator X” vindo do banco (ou até pleiteando titularidade), Estêvão era a esperança de improviso e juventude para desequilibrar partidas fechadas.
4. Alisson (Liverpool) – Lesão Muscular e Incerteza
Embora o goleiro do Liverpool ainda lute contra o cronômetro, ele integra o grupo dos quatro novos nomes que preocupam a comissão técnica. Alisson vem sofrendo com problemas musculares recorrentes que o afastaram de jogos decisivos na Premier League.
- A Situação: Diferente de Rodrygo e Militão, Alisson corre para estar apto na fase de grupos, mas a falta de ritmo de jogo e a gravidade das dores musculares o colocam como uma incógnita para a convocação final.
- O Impacto: A ausência de Alisson mexe com a liderança do setor defensivo e coloca Ederson ou Bento sob a responsabilidade direta de assumir a meta brasileira sem o revezamento habitual.
O Desafio de Carlo Ancelotti
Com baixas em todos os setores — defesa, meio e ataque — Ancelotti precisará usar sua experiência para remontar a espinha dorsal do time.
A lista oficial com os convocados para a Copa do Mundo 2026 deve ser divulgada nas próximas semanas, respeitando o prazo da FIFA de 30 dias antes da abertura do torneio.
A presença de Neymar ainda é cercada de mistério e depende de sua evolução física nos próximos amistosos, mas ele não faz parte da lista de “cortes definitivos” por lesão aguda recente.
