A cidade de São Paulo voltou a acender o alerta para um problema antigo, mas que continua crescendo: os rachas. Em apenas três meses, mais de 360 disputas ilegais foram registradas e o número impressiona não só pela quantidade, mas pela frequência com que isso acontece.
São Paulo tem racha a cada 6 horas
De acordo com dados do Detran-SP, entre janeiro e março de 2026 foram contabilizados mais de 360 rachas na capital.
Na prática, isso significa uma média de um racha a cada seis horas.
E o cenário já vinha piorando. Em 2025, foram mais de 1.890 ocorrências ao longo do ano, o que representa cerca de cinco disputas ilegais por dia.
Ou seja, não é algo pontual. É recorrente.
Ação recente mostra como funciona os rachas em São Paulo
Na manhã do dia 15, a Polícia Militar apreendeu 22 veículos ligados a um racha realizado na Marginal do Rio Pinheiros, na Zona Oeste.
Os carros estavam em um posto de combustível próximo ao Parque Villa-Lobos, ponto conhecido por reunir pessoas que acompanham esse tipo de corrida ilegal.
Apesar da apreensão, ninguém foi preso em flagrante, já que os policiais chegaram após o término do evento.
Locais viram ponto de encontro para rachas em São Paulo
A apuração mostra que alguns postos de combustível acabam sendo usados como ponto de apoio ou observação.
Funcionários ouvidos evitaram comentar o assunto ou disseram não presenciar esse tipo de movimentação, principalmente por trabalharem em horários diferentes.
Ainda assim, a recorrência dos registros indica que os encontros continuam acontecendo com frequência.
Penalidades para quem participa de rachas
Participar de racha não é infração leve. A legislação prevê punições pesadas, tanto no trânsito quanto na esfera criminal.
Quem é flagrado pode sofrer:
- Multa de quase R$ 3 mil
- Suspensão da CNH
- Pena de 6 meses a 3 anos de prisão
Além disso, o veículo pode ser apreendido dependendo da situação.
Problema vai além de quem participa
Os rachas não colocam em risco apenas quem está disputando. O impacto é direto em quem circula pela via, principalmente em avenidas de alto fluxo como a Marginal.
O risco de acidentes graves aumenta, principalmente em horários de menor movimento, quando os motoristas aproveitam para acelerar.
