Nesta quinta-feira (19 de março), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o nome de Dario Durigan para assumir o Ministério da Fazenda, substituindo Fernando Haddad.

Durigan, que atuava como secretário-executivo (o “número dois” da pasta) desde junho de 2023, assume o manche da economia brasileira em um momento de transição política e foco no calendário eleitoral.
Dario Durigan é visto como o sucessor natural e “espelho” de Haddad, com quem mantém uma relação de cumplicidade desde a prefeitura de São Paulo.
Sua nomeação foi recebida com entusiasmo pelo Congresso Nacional, onde o presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou o nome de Durigan como um consenso para manter a estabilidade econômica.
Perfil e Trajetória: Do WhatsApp ao Ministério
Embora advogado de formação, Durigan é descrito por interlocutores como um “economista na prática”. Ele transita com facilidade entre tecnicismos econômicos e a articulação política, sem se prender a ideologias rígidas de esquerda ou direita.
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Experiência Pública: Iniciou sua trajetória no governo Dilma Rousseff (Subsecretaria de Assuntos Jurídicos) e foi peça-chave na gestão Haddad em São Paulo.
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Setor Privado: Atuou como chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, experiência que refinou sua capacidade de negociação em cenários de alta pressão, como as eleições de 2022.
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Papel na Fazenda: Foi o principal articulador para destravar a Reforma Tributária e implementar medidas de reforço da arrecadação que ajudaram a reduzir o déficit primário.
Os 4 Eixos da Gestão Durigan
Para o curto período que terá à frente da pasta, o novo ministro definiu quatro pilares estratégicos para dar continuidade ao legado de seu antecessor:
- Desenvolvimento Inovador: Uso de marcos regulatórios para atrair investimentos privados.
- Consolidação Fiscal com Justiça Social: Controle do endividamento público sem abrir mão de programas sociais.
- Segurança Pública: Manutenção do asfixiamento financeiro do crime organizado.
- Agenda Social Equilibrada: Condução técnica de debates populares, como a revisão da jornada de trabalho “6×1”, evitando medidas que desestabilizem a economia.
Balanço da Era Haddad

A saída de Fernando Haddad ocorre em um momento de sentimentos mistos. De um lado, ele deixa marcas históricas como a aprovação da Reforma Tributária e marcos microeconômicos de crédito. De outro, enfrenta críticas ferrenhas sobre a gestão fiscal.
| Indicador | Início do Governo (2023) | Projeção Atual (2026) |
| Crescimento do PIB | Médias de 2,9% | Expansão moderada |
| Dívida Pública | 71,7% do PIB | > 80% do PIB |
| Desemprego | Em queda | Mínima histórica |
| Inflação (IPCA) | Sob controle | Média de 4,5% |
Críticos, como o economista Sergio Vale, apontam que o Arcabouço Fiscal se mostrou frágil por não focar no corte de gastos, resultando em uma escalada da dívida pública que pressiona os juros.
Já os defensores de Haddad destacam que a economia brasileira resistiu a choques globais e manteve o consumo das famílias aquecido, garantindo fôlego político para o governo.
Com Durigan, o governo Lula aposta em um perfil de “copiloto” que conhece profundamente a máquina pública e possui a confiança necessária tanto do Alvorada quanto do mercado para evitar turbulências até as próximas eleições.
