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“Crise do diesel”: O que o governo precisa fazer para o Brasil não colapsar?

"Crise do diesel": O que o governo precisa fazer pro Brasil não colapsar?

O governo federal intensificou as articulações para conter a disparada nos preços do diesel, que subiu mais de 11% em apenas uma semana. Com o valor médio chegando a R$ 6,80, o Planalto teme que o repique inflacionário prejudique a economia e o cenário político em 2026.

alta do diesel
“Crise do diesel”: O que o governo precisa fazer pro Brasil não colapsar?
(Foto: Midiamax)

A crise é impulsionada pela guerra no Oriente Médio, que levou o barril de petróleo a saltar de US$ 60 para US$ 110 em poucos meses.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã interrompeu o fluxo de 20% do petróleo mundial, pressionando diretamente os custos da Petrobras.

Para tentar segurar os preços na bomba, o governo anunciou um pacote de R$ 30 bilhões em isenções e subvenções.

A estratégia permite que a estatal ajuste seus preços nas refinarias sem repassar o impacto total ao consumidor final, dividindo a conta com o Tesouro Nacional.

Negociações com estados e o impasse do ICMS

O Ministério da Fazenda busca agora o apoio dos governadores para reduzir o ICMS, que representa quase 20% do preço final do diesel.

No entanto, o comitê dos secretários de fazenda (Comsefaz) resiste à ideia, alegando riscos ao financiamento de políticas públicas estaduais.

Diante do impasse, o governo federal apresentou uma contraproposta para que os estados zerem o imposto sobre a importação de diesel até maio.

Em troca, a União se compromete a reembolsar metade da arrecadação perdida, um custo estimado em R$ 1,5 bilhão mensais para o governo.

Riscos geopolíticos e o cenário eleitoral

A escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã transformou a energia em uma arma de guerra, atingindo diretamente o bolso do brasileiro.

O governo Lula monitora a situação diariamente, ciente de que a inflação de alimentos é um dos temas mais sensíveis para o eleitorado.

Além do diesel, o mercado global observa a valorização de commodities e a aversão ao risco, que faz o dólar operar em patamares elevados.

Essa combinação dificulta o trabalho do Banco Central em reduzir as taxas de juros, mantendo o custo do crédito alto para empresas e famílias.

O desfecho da crise depende da reabertura das rotas marítimas no Golfo Pérsico e do sucesso das medidas fiscais do governo.

Até o dia 28 de março, novas decisões sobre subsídios e impostos devem ser oficializadas para tentar estabilizar o mercado de combustíveis antes do pico de demanda.

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