O fim do RG como o conhecemos já tem data para se consolidar. Em uma movimentação estratégica para reduzir fraudes e simplificar a vida do cidadão, o Governo Federal confirmou a expansão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) como o documento único de identificação em 2026.

(Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)
A partir de agora, o CPF passa a ser o único número de identificação, eliminando a necessidade de memorizar diferentes registros estaduais. Com tecnologia de ponta, o novo documento integra versões física e digital, facilitando o acesso a serviços públicos e privados em todo o território nacional.
O que muda com a nova Identidade Única?
Atualmente, o Brasil convive com um sistema onde uma mesma pessoa pode ter até 27 números de RG diferentes. Certamente, essa unificação é a medida mais eficaz já adotada para aumentar a segurança pública e evitar a falsidade ideológica.
Dessa maneira, a emissão da primeira via da CIN é gratuita para todos os brasileiros. Portanto, entenda o que muda na prática e se você precisa correr para renovar o seu documento.
Como a proposta é a integração total, a CIN traz novidades importantes:
- Fim do número do RG: O documento exibe apenas o número do CPF.
- QR Code: Todas as carteiras possuem um código para validação eletrônica, permitindo saber se o documento é autêntico mesmo sem internet.
- Código MRZ: O mesmo padrão utilizado em passaportes, facilitando o uso do documento em viagens para países do Mercosul.
- Versão Digital: Após emitir a física, o cidadão pode baixar a versão digital no aplicativo gov.br.
O RG antigo ainda vale em 2026?
Por outro lado, não há necessidade de pânico. O governo estabeleceu um prazo de transição longo para evitar filas nos postos de identificação:
- Validade do RG tradicional: Os documentos atuais continuam valendo até 2032.
- Quem deve priorizar a troca: Pessoas cujos documentos estão danificados, vencidos ou que precisam incluir novos dados (como tipo sanguíneo ou símbolos de deficiência).
- Validade da CIN: O novo documento tem prazos de validade diferentes conforme a idade: 5 anos para crianças de até 12 anos; 10 anos para quem tem entre 12 e 60 anos; e validade indeterminada para idosos acima de 60 anos.

Geração: FDR
Como emitir a sua CIN em 2026?
Dessa forma, o processo de emissão segue sendo realizado pelos institutos de identificação de cada estado (como o Poupatempo em SP ou o Detran no RJ).
- Agendamento: É necessário marcar o horário pelo site ou app oficial do órgão do seu estado.
- Documentação: Basta levar a certidão de nascimento ou casamento e o CPF regularizado.
- Custo: A primeira via em papel é isenta de taxas.
Finalmente, vale ressaltar que a CIN é a chave de acesso para o futuro digital do Brasil. Em resumo, em 2026, o foco é a segurança: com um único número, o governo consegue mapear melhor as necessidades da população e proteger a identidade de cada brasileiro.