O Brasil voltou a registrar aumento nos casos de mpox em 2026, doença viral conhecida anteriormente como varíola dos macacos. Dados recentes indicam que o país já soma 140 casos confirmados, além de notificações suspeitas em análise pelas autoridades de saúde.

O crescimento chamou atenção após o Carnaval, período marcado por grandes aglomerações em diversas cidades. Especialistas, porém, afirmam que o cenário atual não indica risco de uma pandemia.
Mesmo assim, o avanço da doença reforça a necessidade de vigilância epidemiológica e atenção aos sintomas.
Mpox chega a 140 casos confirmados no Brasil
De acordo com dados divulgados pelas autoridades de saúde, o país contabiliza:
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140 casos confirmados de mpox em 2026
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9 casos considerados prováveis
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mais de 500 notificações suspeitas em investigação
Entre os estados com maior número de registros estão:
| Estado | Casos confirmados |
|---|---|
| São Paulo | 93 |
| Rio de Janeiro | 18 |
| Minas Gerais | 11 |
| Rondônia | 11 |
O aumento de casos nas últimas semanas pode estar relacionado ao período de incubação do vírus, que pode chegar a cerca de 21 dias após a exposição.
Isso explica por que as notificações cresceram justamente após as festividades de Carnaval.
Virologista explica se há risco de pandemia
Apesar da alta recente, especialistas afirmam que não há indicativos de que a mpox possa se tornar uma pandemia em 2026.
Segundo o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Universidade de São Paulo (USP), a forma de transmissão do vírus limita a velocidade de propagação da doença.

Diferentemente da Covid-19, o vírus da mpox geralmente exige contato direto com lesões, secreções ou contato físico próximo entre as pessoas.
Isso faz com que a disseminação ocorra de forma mais lenta e localizada.
Entre os principais sintomas da doença estão:
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febre
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dor de cabeça
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cansaço
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lesões na pele
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ínguas (linfonodos inchados)
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico e evitar contato próximo com outras pessoas.
Por que os casos aumentaram após o Carnaval
O aumento observado nas últimas semanas não foi considerado inesperado por especialistas.
Eventos com grande concentração de pessoas, como festas e blocos de rua, podem favorecer a transmissão de doenças que dependem de contato físico próximo.
Ainda assim, autoridades de saúde reforçam que o Brasil segue monitorando a situação, sem sinais de descontrole.
Até o momento, não houve registro de mortes por mpox no país em 2026.
A orientação continua sendo manter atenção aos sintomas e buscar diagnóstico médico caso apareçam sinais suspeitos.
