A saída de Hernán Crespo do comando técnico do São Paulo abre uma lacuna no Morumbi e, como de costume, os nomes de novos técnicos começam a circular.
Atualmente, o mercado possuí várias personalidades de peso, mas pelo menos três já foram cogitados pela torcida para atuar neste cargo: Fernando Diniz, Filipe Luís e Rogério Ceni. Mas para além do estilo de jogo, a diretoria do São Paulo precisa olhar para o bolso.

(Foto: Sora)
Contratar um técnico de elite no Brasil hoje exige um investimento que ultrapassa a barreira do milhão de reais mensais. Confira abaixo os valores que cada um desses profissionais recebia em seus últimos trabalhos e a estimativa de quanto custariam ao Tricolor hoje.
1. Fernando Diniz
Diniz deixou recentemente o Vasco da Gama, onde teve uma passagem curta na Série B. Seu nome é bem visto por parte do elenco que trabalhou com ele no próprio São Paulo entre 2019 e 2021.
- Quanto ganhava: No Vasco, Diniz recebia um salário mais “modesto” para os padrões da elite, estimado em R$ 300 mil mensais. Em sua última passagem pelo Tricolor, seus vencimentos giravam em torno de R$ 500 mil.
- Quanto custaria ao SPFC: Por estar livre e ter o desejo de retornar à vitrine da Série A, Diniz aceitaria um contrato na casa dos R$ 450 mil a R$ 600 mil, sendo a opção mais barata e de rápida negociação entre os três.
2. Filipe Luís
A “sensação” do momento. Após uma ascensão meteórica no Flamengo, Filipe Luís provou que, apesar de jovem na profissão, já opera em patamar de “medalhão”.
- Quanto ganhava: Começou no profissional do Flamengo recebendo R$ 300 mil, mas após a renovação no final de 2025, seus vencimentos saltaram para R$ 2,1 milhões mensais.
- Quanto custaria ao SPFC: Este seria o maior desafio financeiro. Para tirá-lo do patamar que alcançou no Rio de Janeiro, o São Paulo teria que desembolsar algo próximo a R$ 2 milhões, valor que hoje foge da realidade da maioria dos clubes brasileiros, exceto se houver uma engenharia financeira com patrocinadores.
3. Rogério Ceni
O maior ídolo da história do clube está atualmente no Bahia, onde possui estabilidade e um projeto de longo prazo apoiado pelo Grupo City.
- Quanto ganha: Ceni recebe no Bahia aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês (incluindo sua comissão técnica).
- Quanto custaria ao SPFC: Para convencer o “Mito” a deixar Salvador, o São Paulo precisaria igualar ou superar essa marca. Uma proposta na casa dos R$ 1,3 milhão a R$ 1,5 milhão seria o ponto de partida para abrir conversas, além de uma multa rescisória considerável para tirá-lo do clube baiano.
Comparativo: O “custo Crespo”
Para efeito de comparação, Hernán Crespo e sua comissão técnica custavam ao São Paulo cerca de R$ 1,1 milhão em sua última passagem.
Qualquer um dos três nomes citados hoje — com exceção talvez de um Diniz em fase de negociação — exigiria um aumento na folha salarial do departamento de futebol.
