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Novo teste físico para delegado: quais adaptações podem tornar a prova mais justa

teste físico para delegado voltou ao centro do debate após casos recentes envolvendo candidatos que alegam falta de adaptação às suas condições físicas. Embora a etapa seja comum em concursos policiais, especialistas e decisões judiciais discutem o que garante mais justiça e inclusão no processo seletivo.

Um homem com nanismo fazendo o TAF para delegado
Novo teste físico para delegado ─ Imagem: Reprodução

Em geral, o Teste de Aptidão Física (TAF) avalia se o candidato possui condições mínimas de preparo para atividades policiais. Entre elas estão, por exemplo: diligências, operações e situações de risco.

Porém, críticas recentes apontam que alguns formatos podem acabar excluindo candidatos que já demonstraram preparo técnico e jurídico.

Com isso, cresce a discussão sobre adaptações possíveis para tornar o exame mais proporcional às funções do cargo.

Por que concursos para delegado exigem teste físico?

O Teste de Aptidão Física é tradicionalmente utilizado em seleções para carreiras policiais. Mesmo que o trabalho do delegado seja majoritariamente investigativo e jurídico, a legislação considera que o profissional também pode participar de ações operacionais.

Por esse motivo, diversos editais incluem exercícios como:

Essas atividades procuram medir força, resistência e mobilidade, características consideradas importantes para atividades policiais.

Ainda assim, especialistas em concursos afirmam que o modelo tradicional de avaliação pode precisar de ajustes para acompanhar princípios de igualdade e acessibilidade previstos na legislação brasileira.

Quais adaptações podem tornar o teste mais justo

Nos últimos anos, decisões judiciais e discussões entre especialistas têm apontado alguns caminhos. Eles, entretanto, visam tornar o teste físico mais inclusivo sem eliminar a exigência de preparo físico.

Entre as principais propostas discutidas estão:

1. Provas equivalentes

Em vez de exigir exatamente o mesmo exercício para todos, alguns editais podem permitir testes equivalentes.

Exemplos:

Essa adaptação pode atender candidatos com limitações específicas sem comprometer a avaliação física.

2. Índices proporcionais

Outra possibilidade é ajustar os índices exigidos para determinados grupos.

Isso pode considerar fatores como:

A ideia, contudo, é evitar que o teste se torne um obstáculo desproporcional.

3. Avaliação funcional

Alguns especialistas defendem que o foco da prova seja a capacidade funcional do candidato, e não apenas desempenho atlético.

Nesse modelo, a avaliação prioriza:

4. Avaliação individual por comissão médica

Outra alternativa discutida é a análise individual do candidato por uma equipe médica e técnica.

Esse procedimento pode definir qual adaptação é adequada para cada caso, evitando decisões genéricas que eliminam candidatos aptos para a função.

Justiça já discute adaptações em concursos públicos

O tema tem chegado com frequência aos tribunais brasileiros.

Em algumas decisões recentes, a Justiça reconheceu que candidatos com deficiência ou condições físicas específicas podem ter alguns direitos. Como a adaptações razoáveis no teste físico, desde que a mudança não comprometa a avaliação da aptidão necessária para o cargo.

O entendimento, portanto, segue princípios previstos na legislação brasileira, como:

Por isso, especialistas avaliam que o debate sobre o novo modelo de teste físico para delegado tende a crescer nos próximos concursos públicos.

A tendência é que editais passem a considerar critérios mais flexíveis e avaliações funcionais. De todo modo, devem manter a exigência de preparo físico, mas com regras que ampliem a inclusão de candidatos.

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