Carros de F1 consomem bilhões dos orçamentos das equipes e podem ultrapassar os R$ 100 milhões em leilões. Entenda por que essas máquinas são consideradas os ativos mais caros do esporte mundial.

(Geração: FDR)
A Fórmula 1 é conhecida como o “circo milionário”, e não é para menos. Além das viagens globais e salários astronômicos, o coração do espetáculo — o carro — é uma das peças de engenharia mais caras e complexas já criadas pelo homem. Para as equipes, construir um carro novo é um exercício de investimento em tecnologia de ponta; para colecionadores, adquirir um modelo usado é um investimento em história e exclusividade que pode valer fortunas.
Atualmente, com o teto de gastos imposto pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), as equipes precisam ser cirúrgicas em seus investimentos. Certamente, o custo de um carro de F1 não se resume apenas à montagem, mas aos anos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em túneis de vento e simuladores.
Dessa maneira, o preço de um modelo “zero quilômetro” é incalculável se somarmos o desenvolvimento, mas as peças isoladas já dão uma dimensão do luxo. Portanto, confira os valores estimados.
O custo de um carro novo (Peça por peça)
Visto que as equipes não vendem carros novos para o público, o valor é baseado no custo de reposição de peças:
- Motor (Unidade de Potência): Cerca de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões. É a parte mais cara, envolvendo sistemas híbridos complexos.
- Chassi (Fibra de Carbono): Aproximadamente US$ 700 mil.
- Asa Dianteira e Traseira: O conjunto pode custar mais de US$ 200 mil.
- Volante: Uma peça de alta tecnologia que custa cerca de US$ 50 mil.
- Transmissão e Câmbio: Estimados em US$ 500 mil.
No total, estima-se que a construção física de um único carro de F1 custe entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões (cerca de R$ 75 milhões a R$ 100 milhões), sem contar o desenvolvimento intelectual.
Quanto custa um F1 usado para colecionadores?
Por outro lado, o mercado de usados (ou históricos) é movido por leilões de casas renomadas como a RM Sotheby’s. Aqui, o valor não é tecnológico, mas sim histórico.
Recordes de Leilão – Em 2023, a Mercedes-AMG F1 W04, pilotada por Lewis Hamilton em sua primeira vitória com a equipe, foi vendida por impressionantes US$ 18,8 milhões (mais de R$ 90 milhões). Já modelos pilotados por Michael Schumacher costumam ultrapassar a barreira dos US$ 10 milhões facilmente.

(Geração: FDR)
Vale a pena investir em um carro de F1?
Dessa forma, para o investidor de altíssimo padrão, um carro de F1 é um ativo que tende a valorizar, especialmente se tiver vitórias ou títulos no currículo. Recentemente, o interesse por esses carros cresceu devido à popularização da categoria em mercados como os EUA.
Finalmente, vale ressaltar que manter um carro desses funcionando custa caro: é necessária uma equipe de engenheiros e peças sobressalentes que já não são fabricadas. Em resumo, um F1 é o ápice do consumo e do investimento esportivo.