O mercado de trabalho formal no Brasil começou 2026 com o pé direito. Segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (03/03), o país gerou 112.334 novos postos de trabalho com carteira assinada apenas em janeiro.

(Imagem/Geração: FDR)
O resultado coloca o estoque total de vínculos ativos em um patamar histórico, superando a marca de 48,5 milhões de trabalhadores formalizados. O saldo positivo é fruto de mais de 2,2 milhões de contratações contra 2 milhões de demissões no período.
Atualmente, o otimismo no setor produtivo reflete uma recuperação consistente. Certamente, o destaque vai para a Indústria, que sozinha criou quase 55 mil vagas, liderando o crescimento entre os grandes setores da economia.
Dessa maneira, o país completa um ciclo de 12 meses com saldo positivo superior a 1,2 milhão de novos empregos. Portanto, apesar dos desafios no poder de compra, a manutenção da renda via emprego formal segue como o principal pilar da economia doméstica.
Quais setores estão contratando mais?
Visto que quatro dos cinco grandes setores cresceram, o mapa do emprego em janeiro ficou assim:
- Indústria: +54.991 vagas (O grande destaque do mês).
- Serviços: +40.525 vagas.
- Construção: +50.545 vagas (Impulsionada por obras de infraestrutura).
- Agropecuária: +23.073 vagas (Destaque para a safra da soja).
- Comércio: -56.800 vagas (Queda sazonal esperada após as festas de fim de ano).
A boa notícia no contracheque
Por outro lado, não foi apenas o número de vagas que cresceu; o valor oferecido nas contratações também apresentou melhora.
Dessa forma, o aumento real nos salários de entrada é um sinal de que as empresas estão disputando mão de obra qualificada. Recentemente, o ministro Luiz Marinho destacou que o crescimento de 2,6% no estoque total de empregos em um ano mostra a resiliência do mercado brasileiro frente aos juros altos.

(Imagem/Geração: FDR)
Finalmente, vale ressaltar que os dados detalhados por cidade já estão disponíveis no portal do Ministério do Trabalho. Em resumo, janeiro de 2026 prova que a engrenagem da economia formal está girando com força total, puxada pelas fábricas e canteiros de obras.