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Governo adia regra e evita fechamento do comércio nos feriados; veja o que muda

Por Jamille Novaes
27 de fevereiro de 2026
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Governo adia regra e evita fechamento do comércio nos feriados; veja o que muda

Ministério do Trabalho suspende por mais 90 dias a exigência de acordo sindical para abertura do varejo em feriados. Entenda como fica o seu trabalho e o pagamento de extras.

O Governo Federal decidiu, nesta quinta-feira (26/02), adiar novamente a entrada em vigor da portaria que altera as regras para o trabalho no comércio em feriados. A medida, que estava prevista para começar a valer em 1º de março, foi prorrogada por mais 90 dias.

Governo adia regra e evita fechamento do comércio nos feriados; veja o que muda
(Geração: FDR)

Com isso, a exigência de convenção coletiva com sindicatos para que supermercados, farmácias e lojas possam abrir em feriados nacionais fica suspensa temporariamente, mantendo a regra atual até meados de junho.

Atualmente, o funcionamento em feriados é permitido mediante acordos individuais ou leis municipais. Certamente, se a nova regra entrasse em vigor agora, muitos estabelecimentos seriam obrigados a fechar as portas já na Sexta-Feira Santa (3 de abril), caso não houvesse acordo assinado com sindicatos da categoria.

Dessa maneira, o governo busca evitar um impacto econômico negativo em um ano com nove feriados em dias de semana. Portanto, a criação de uma comissão bipartite terá o papel de buscar um consenso entre patrões e empregados nos próximos três meses.

O que muda na prática com o adiamento?

Visto que a regra foi suspensa, o cenário para os feriados de abril (Páscoa e Tiradentes) permanece como está hoje. Confira as diferenças:

Situação Regra Atual (Até Junho/2026) O que mudaria (Proposta)
Abertura em Feriados Liberada via acordo direto ou lei municipal. Proibida sem autorização do Sindicato.
Poder de Decisão Focado entre patrão e empregado. Focado exclusivamente nos Sindicatos.
Setores Afetados Supermercados, farmácias e varejo. Toda a cadeia de bens e serviços.

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Por que o governo “recuou”?

Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e frentes parlamentares exerceram forte pressão sobre o Ministério do Trabalho. Consequentemente, o governo entendeu que a aplicação imediata da norma poderia gerar insegurança jurídica e demissões em cidades onde os sindicatos não possuem estrutura para negociar rapidamente.

Governo adia regra e evita fechamento do comércio nos feriados; veja o que muda
(Imagem:  Jeane de Oliveira/ FDR)

Dessa forma, a comissão de 20 membros (10 do governo/trabalhadores e 10 de empresários) terá 90 dias para apresentar um texto que equilibre os direitos trabalhistas com a viabilidade do comércio. Recentemente, o ministro Luiz Marinho reforçou que o objetivo não é proibir a abertura, mas fortalecer a negociação coletiva.

Finalmente, vale ressaltar que o descumprimento das regras trabalhistas pode gerar multas pesadas para as empresas. Em resumo, os donos de lojas ganharam tempo para se organizar, enquanto os trabalhadores devem acompanhar o desfecho das negociações que serão retomadas em junho.

Jamille Novaes

Jamille Novaes

Formada em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), possui certificação em UX Writing para Transformação Digital, Comunicação Digital; e Data Jornalismo: Conceitos Introdutórios; e de Produção de Conteúdos Digitais. Atua como redatora há mais de 5 anos transitando entre diversos temas, que vão da economia popular ao mundo do entretenimento. Linkdin: http://www.linkedin.com/in/jamille-pereira-novaes E-mail: jamillepereira@gridmidia.com

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