Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), revela um cenário eleitoral mais competitivo e surpreendente para o 1º turno das eleições presidenciais de 2026 no Brasil.

(Foto: Montagem/Sora)
Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantenha a liderança isolada entre os possíveis candidatos, os números apontam uma queda de sua vantagem, com crescimento constante do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto.
Liderança de Lula no 1º turno, mas vantagem reduzida
Segundo o levantamento, Lula aparece com cerca de 45% das intenções de voto no principal cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 37,9%, indicando uma aproximação mais forte entre os dois adversários em relação a pesquisas anteriores.
A vantagem percentual do presidente caiu significativamente na comparação com o início do ano — de mais de 13 pontos para pouco mais de 7 pontos.
Outros nomes testados, como o governador Ronaldo Caiado (PSD) e o governador Romeu Zema (Novo), ficaram com percentuais menores, enquanto outros candidatos apareciam distantes nas simulações.
Primeiro turno mais competitivo que o esperado
Apesar de Lula manter a liderança em todos os cenários de 1º turno, o avanço de Flávio Bolsonaro acelera uma disputa que, até então, parecia mais confortável para o petista.
A pesquisa ouviu quase 5 mil eleitores em todo o país entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

(Foto: FDR/Montagem)
Queda de Lula e ascensão de Bolsonaro nas intenções
A pesquisa também mostra que Lula experimentou um recuo de cerca de 3,8 pontos percentuais em relação ao último levantamento, enquanto Bolsonaro cresceu cerca de 2,9 pontos no mesmo período.
Esses movimentos sugerem que a disputa no 1º turno pode ser muito mais acirrada do que as projeções anteriores indicavam.
O que isso significa para a eleição de 2026
Especialistas políticos interpretam os dados como um sinal de que a disputa presidencial pode ganhar intensidade ainda no primeiro turno, com Lula tendo menos margem de segurança e Bolsonaro consolidando sua base de apoio.
Um cenário assim poderia influenciar estratégias de campanha, alianças políticas e ações de comunicação nos próximos meses até as eleições de outubro de 2026.
