Um novo projeto de lei em tramitação no Congresso pode transformar significativamente a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ao permitir que sejam incluídas informações sobre condições de saúde dos cidadãos, como deficiência, doença grave ou outra condição incapacitante de caráter permanente.

(Foto: Jeane de Oliveira/FDR)
O que está sendo proposto para a nova Carteira de Identidade
O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP) apresentou o Projeto de Lei 316/2026, que autoriza a inclusão, no novo documento de identificação nacional, de dados sobre condições de saúde — desde que esses dados sejam oficialmente comprovados pelo titular ou por seu representante legal perante o órgão estadual competente.
📍 A inclusão dessas informações seria opcional, ou seja, cada pessoa decide se quer registrar um diagnóstico ou condição de saúde em sua própria carteira de identidade.
Por que a mudança pode fazer diferença
🧠 Facilitação de atendimentos médicos e emergenciais
Ter condições de saúde importantes registradas diretamente no documento pode agilizar a atuação de profissionais de saúde em situações de urgência, orientando melhor o atendimento com base em dados confiáveis de cada pessoa.
📑 Redução de burocracia
Atualmente, quem depende de comprovações médicas para obter direitos como prioridade no atendimento, isenções fiscais ou benefícios previdenciários precisa apresentar documentos e laudos médicos repetidamente.
Com a informação de saúde integrada ao documento de identidade, muitos desses processos poderiam ser simplificados.
🛡️ Inclusão social
A proposta também está alinhada ao Estatuto da Pessoa com Deficiência e a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, ao reforçar instrumentos que ampliem a inclusão e a efetivação de direitos para pessoas com necessidades especiais.
Como seria a inclusão dos dados na carteira de identidade
- Por solicitação do titular: somente o próprio cidadão ou seu representante legal poderia pedir a inclusão dessas informações no documento.
- Com comprovação oficial: a informação teria que ser validada por meio de relatórios ou laudos reconhecidos por órgãos competentes.
Esse cuidado é essencial para garantir que dados sensíveis de saúde não sejam inseridos no novo RG sem critérios ou autorização adequada.
Quando a medida deve começar?
O projeto ainda precisa ser analisado e aprovado pelas comissões da Câmara dos Deputados e pelo Senado antes de ser sancionado e virar lei.
Se a proposta avançar, o Brasil poderá ter um documento de identidade ainda mais completo — não apenas um registro civil, mas também um instrumento que pode fazer diferença na proteção da vida e na garantia de direitos das pessoas.
