
(Imagem/Geração: FDR)
A folia está acabando, mas para quem decidiu “esticar” o feriado com um atestado médico e foi flagrado nas redes sociais pulando Carnaval, o prejuízo pode ser muito maior que uma ressaca. O risco de uma demissão por justa causa é real e os tribunais estão de olho.
Se você postou aquele Story no trio elétrico ou apareceu no fundo do vídeo de um amigo enquanto deveria estar de repouso, a empresa tem armas legais para agir.
O flagrante nas redes sociais
Não existe mais “segredo” entre amigos. As redes sociais são hoje as principais provas usadas pelas empresas na Justiça do Trabalho.
Se o atestado médico indica a necessidade de repouso ou incapacidade física, e o funcionário é visto em uma situação incompatível (dançando, bebendo ou sob sol forte), a confiança — que é a base do contrato de trabalho — é quebrada na hora.
Justa causa: O veredito amargo
A lei entende que apresentar um atestado falso ou agir de má-fé configura ato de improbidade. As consequências são pesadas:
- Perda de direitos: Na justa causa, você perde o aviso prévio, o seguro-desemprego e a multa de 40% do FGTS.
- Mancha no currículo: Embora não vá anotado na carteira, a saída abrupta pode dificultar referências futuras.
“Mas meu perfil é fechado!”
Cuidado. A Justiça brasileira já validou provas obtidas de perfis fechados quando compartilhadas por “amigos” comuns. Além disso, o simples fato de estar em um local de aglomeração enquanto se alega doença já é motivo suficiente para o RH iniciar um processo administrativo.
O que fazer se você foi “pego”?
Se o flagra já aconteceu, o ideal é não tentar apagar as provas de forma desesperada, o que pode piorar a situação. O melhor caminho é buscar orientação jurídica e entender que, na volta ao trabalho nesta Quarta de Cinzas, a conversa com o RH pode ser decisiva.