A substituição do antigo RG pela Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está em andamento em todo o país. Em 2026, o documento com CPF como número único passou a ser a principal referência de identificação civil no Brasil.
Até quando o RG antigo continua válido?
O RG tradicional segue aceito em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032.
Depois dessa data, somente a CIN será reconhecida como documento oficial de identidade.
No entanto, mesmo antes do prazo final, alguns órgãos e serviços já exigem a nova carteira. Isso acontece, principalmente quando o RG está danificado, muito antigo ou apresenta dados divergentes.
Assim, emitir a CIN com antecedência reduz filas, evita atrasos e diminui o risco de bloqueios em cadastros públicos e privados.
Quem já deve emitir a CIN em 2026?
Em 2026, a emissão antecipada é fortemente recomendada para:
- pessoas com RG em mau estado de conservação;
- cidadãos que precisam atualizar nome, filiação ou data de nascimento;
- quem pretende viajar ou utilizar serviços que exigem documento mais recente;
- usuários frequentes de serviços digitais do Gov.br.
Por outro lado, quem está com o RG em bom estado ainda pode aguardar.
De todo modo, é importante acompanhar as exigências de cada órgão, já que regras específicas podem variar.
Como emitir a Carteira de Identidade Nacional em 2026?
A primeira via da CIN é gratuita em todos os estados.
Atualmente, o atendimento ocorre nos Institutos de Identificação estaduais.
Para isso, o cidadão deve realizar agendamento prévio pela plataforma do Governo Federal do Brasil ou diretamente no site do órgão estadual.
Documentos obrigatórios
Para emitir a CIN, é necessário apresentar:
- certidão de nascimento ou de casamento (original);
- CPF regularizado;
- documento antigo, se houver.
Em seguida, no atendimento presencial, ocorre a coleta de foto, assinatura e impressões digitais.
Qual é a validade da CIN por faixa etária?
A validade da carteira varia conforme a idade do titular na data de emissão:
- 0 a 12 anos incompletos: 5 anos;
- 12 a 60 anos incompletos: 10 anos;
- a partir de 60 anos: validade indeterminada.
Dessa forma, crianças e adolescentes precisam renovar o documento com maior frequência.

A CIN pode ser digital e física?
Sim. O cidadão pode utilizar:
- versão física em papel;
- versão física em cartão de policarbonato (opcional e com taxa estadual);
- versão digital no aplicativo Gov.br.
Desse modo, o acesso ao documento permanece disponível mesmo quando a versão impressa não estiver em mãos.
Quais recursos de segurança a CIN possui?
A CIN reúne diferentes camadas de proteção, como:
- CPF como identificador único nacional;
- QR Code para validação pública;
- zona de leitura mecânica (MRZ), padrão internacional semelhante ao passaporte.
Com isso, a conferência da autenticidade se torna mais rápida.
Ao mesmo tempo, o risco de falsificação tende a ser reduzido.

Como evitar golpes na emissão da CIN?
Para evitar fraudes durante o processo:
- utilize exclusivamente canais oficiais de agendamento;
- desconfie de qualquer cobrança para emissão da primeira via;
- evite intermediários que prometem prioridade ou atendimento acelerado;
- confirme a autenticidade do QR Code no aplicativo oficial.
Enquanto isso, mantenha seus dados pessoais protegidos e, sobretudo, não envie documentos por mensagens ou redes sociais.
Passo a passo para emitir a CIN
- Acesse o portal Gov.br e selecione o serviço de identidade do seu estado.
- Informe o CPF e escolha o tipo de certidão.
- Logo depois, agende o atendimento presencial.
- Compareça no dia marcado com os documentos exigidos.
- Realize a coleta biométrica no posto.
- Aguarde o prazo de entrega informado pelo órgão estadual.
- Por fim, baixe a versão digital assim que ela for liberada no aplicativo.
Vale lembrar que o RG ainda é aceito até 2032, mas a recomendação em 2026 é não adiar a emissão da Carteira de Identidade Nacional. Quanto antes o cidadão fizer a atualização, menores são as chances de enfrentar restrições em cadastros, serviços públicos e atendimentos digitais.