O vírus Nipah (NiV) tem atraído a atenção de cientistas em todo o mundo devido à sua alta taxa de letalidade e ao potencial de causar uma emergência de saúde pública global.

(Foto: I.A)
Identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, este patógeno é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das doenças prioritárias para investigação, dada a falta de vacinas ou tratamentos específicos.
O que é o vírus Nipah e como ele é transmitido?
O Nipah é um vírus zoonótico, o que significa que é transmitido de animais para seres humanos. Os seus hospedeiros naturais são os morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas), conhecidos como “raposas voadoras”.
A transmissão para humanos pode ocorrer de três formas principais:
- Contato direto: Com animais infectados, como morcegos ou porcos.
- Alimentos contaminados: Consumo de frutas ou produtos (como seiva de tamareira) contaminados com saliva ou urina de morcegos infectados.
- Transmissão inter-humana: Através do contato próximo com as secreções ou excreções de uma pessoa infectada.
Saiba reconhecer os sintomas da infecção pelo vírus Nipah
A infecção pelo vírus Nipah pode variar de um quadro assintomático a problemas respiratórios graves e encefalite fatal. O período de incubação varia geralmente de 4 a 14 dias.
Sintomas iniciais (semelhantes a uma gripe):
- Febre alta e dor de cabeça;
- Dores musculares (mialgia);
- Vômitos e dor de garganta.
Sintomas de progressão grave:
- Tonturas e sonolência excessiva;
- Confusão mental e desorientação;
- Sinais neurológicos de encefalite aguda (inflamação do cérebro);
- Convulsões, que podem levar ao coma em 24 a 48 horas.
Por que o vírus Nipah preocupa tanto?
A principal preocupação reside na taxa de letalidade, que é estimada entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta local.
Além disso, embora a transmissão entre humanos seja menos eficiente que a da Covid-19, o vírus tem mostrado capacidade de evoluir.
Especialistas monitoram de perto os surtos na Ásia para evitar que uma variante mais transmissível desencadeie uma nova crise sanitária global.
Prevenção
Atualmente, não existe vacina para humanos ou animais. A prevenção baseia-se em:
- Evitar o consumo de frutas que apresentem sinais de mordidas de animais;
- Lavar bem as frutas e descascá-las antes do consumo;
- Manter distância de morcegos e áreas onde eles habitam;
- Reforçar protocolos de higiene e isolamento em ambientes hospitalares ao tratar casos suspeitos.
