Uma greve geral dos rodoviários paralisou o transporte público na Grande São Luís nesta sexta-feira (30), afetando cerca de 700 mil passageiros que dependem diariamente de ônibus para se deslocar pela capital maranhense e pela região metropolitana.

(Foto: Paulo Soares / Grupo Mirante)
A paralisação começou nas primeiras horas do dia após os trabalhadores rejeitarem a proposta de reajuste salarial de apenas 2%, considerada insuficiente pela categoria, que reivindica um aumento de 15%, além de melhorias no tíquete-alimentação e no plano de saúde.
Impacto imediato na rotina de São Luís
Com os terminais praticamente vazios, a rotina de milhões de moradores foi alterada: paradas e pontos de ônibus ficaram desocupados, e muitos precisaram recorrer a alternativas como bicicletas, caronas, táxis e serviços por aplicativo para tentar chegar ao trabalho, à escola ou a consultas médicas.
Moradores relataram filas em pontos de táxi e dificuldade de deslocamento para bairros mais distantes do centro, onde a dependência do transporte coletivo é maior.
Negociações em andamento para o fim da greve
A greve ocorre após quatro rodadas de negociação sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).
Uma audiência está marcada para as 15h desta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), com a participação de representantes dos rodoviários, do setor patronal, da Prefeitura de São Luís e do Governo do Maranhão, na tentativa de romper o impasse e evitar uma paralisação por tempo indeterminado.
O SET informou que pode recorrer à Justiça para garantir a operação de uma frota mínima, como determina a legislação para serviços essenciais, mas até o momento a circulação de ônibus segue totalmente suspensa.
Reivindicações e contexto
Os rodoviários argumentam que a proposta salarial apresentada pelas empresas não acompanha a inflação e não assegura condições dignas de trabalho. Entre as principais demandas estão:
- Reajuste salarial de 15%
- Tíquete-alimentação de R$ 1.500
- Inclusão de mais um dependente no plano de saúde
Essa greve marca mais um episódio de tensão no transporte público da capital maranhense, que já enfrentou paralisações nos últimos anos devido a conflitos trabalhistas e dificuldades financeiras das empresas operadoras.
O que esperar nas próximas horas
A expectativa agora é voltada para a reunião no TRT-MA, que pode definir a retomada das negociações ou intensificar a greve se não houver avanço nas propostas.
A continuidade da paralisação pode aprofundar os transtornos à população, especialmente trabalhadores e estudantes que dependem exclusivamente do transporte coletivo.