
acionam autoridades
Foto: David Swanson-5.fev.2023/Reuters
O sonho de ver o ídolo de perto se tornou um pesadelo para centenas de fãs do cantor Harry Styles em São Paulo. Após o esgotamento relâmpago dos ingressos na pré-venda realizada pela Ticketmaster nesta segunda-feira (26/01), denúncias de uma suposta atuação de cambistas ganharam força.
O caso tomou proporções políticas e levou os deputados Erika Hilton e Guilherme Cortez a acionarem órgãos de defesa do consumidor. O objetivo é investigar as práticas da plataforma Ticketmaster e entender como os ingressos se esgotaram em tempo recorde, enquanto cambistas eram vistos com “bolos” de entradas físicas.
As apresentações, marcadas para julho no Estádio MorumBis, tiveram a venda antecipada marcada por relatos de confusão. Nas redes sociais, fãs utilizaram hashtags de protesto contra a Ticketmaster, afirmando que, enquanto a bilheteria física alegava falta de ingressos, grupos eram vistos saindo do local com grandes quantidades de tickets impressos.
O que dizem as autoridades e a empresa?
Diante do caos, a deputada federal Erika Hilton informou ter acionado o Senacon e o Procon para apurar o esgotamento irregular. Já o deputado Guilherme Cortez destacou a existência de uma “máfia dos ingressos” que lucra com a extorsão dos sonhos dos fãs, citando falhas que envolvem desde cambistas até as produtoras.
Em nota oficial, a Ticketmaster negou qualquer favorecimento ao cambismo e afirmou:
- Investe em tecnologia para barrar o uso de “bots” (robôs) em compras online;
- Ingressos identificados em plataformas de revenda ilegal podem ser cancelados e devolvidos ao sistema;
- Na bilheteria física, as vendas seguem limites por CPF, mas setores de alta demanda esgotam rapidamente devido a compras simultâneas.
Como o consumidor pode se proteger?
Se você tentou comprar através da Ticketmaster e se sentiu lesado por práticas abusivas ou presenciou a ação de cambistas, existem caminhos legais para formalizar sua reclamação e ajudar na investigação.
Canais para denúncia:
- Procon-SP: Essencial para registrar reclamações sobre taxas ou falta de transparência na fila virtual.
- Consumidor.gov.br: Onde a empresa é notificada oficialmente para responder sobre falhas no serviço.
- Ministério Público: Para casos graves de suspeita de fraude organizada ou crime de economia popular.
Dica da Jamille: “Cuidado redobrado! Nunca compre ingressos da Ticketmaster em sites de revenda ou através de terceiros em redes sociais. Além do preço abusivo, o risco de o ingresso ser cancelado pela própria plataforma após a identificação de fraude é altíssimo. Se não conseguiu agora, aguarde as vendas gerais e mantenha o print de qualquer erro no sistema para futuras reclamações!”