
(Imagem: Geração/FDR)
VITóRIA DA CONQUISTA, BA — É real, o piso dos professores vai aumentar R$ 262,86 em todo o país. A Medida Provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira (21/01). Com isso o novo valor deve começar a cair nas contas em breve.
A medida garante um reajuste de 5,4% para 2026, assegurando ganho real pelo segundo ano consecutivo. O rejsute é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Lembrando que ess não é a primeira ação do Governo Federal voltada à categoria. Em 2025 foi lançada a Carteira Nacional Docente, documento que dá acesso a diversos benefícios exclusivos.
Ganho real acima da inflação
A atualização de 2026 representa um avanço significativo em comparação ao modelo anterior. Entenda os números:
- Aumento em reais: O acréscimo é de R$ 262,86. Pela regra antiga, o reajuste seria de apenas R$ 18.
- Ganho Real: O índice de 5,4% fica 1,5 ponto percentual acima da inflação (INPC de 2025, que fechou em 3,9%).
- Proteção salarial: O texto estabelece que a correção do piso nunca será inferior à inflação do ano anterior.
- Novo Piso Salarial dos Professores: Com a nova regra, o valor mínimo que um professor da rede pública deve receber em todo o Brasil passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
“É uma vitória histórica dos professores de todo o Brasil. A medida garante ganho real e estabelece uma proteção fundamental: a correção do piso nunca deverá ficar abaixo da inflação do ano anterior. Investir na educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores”, comemorou o ministro da Educação, Camilo Santana.
Como funciona o novo cálculo?
A MP adequa a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) ao novo Fundeb. A nova fórmula de atualização soma dois fatores:
- O INPC do ano anterior;
- 50% da média da variação percentual da receita real das contribuições de estados e municípios ao Fundeb nos últimos cinco anos.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a medida busca cumprir a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que foca na valorização dos profissionais do magistério.
Pagamentos e segurança jurídica
A mudança é resultado do diálogo do MEC com entidades como Consed, Undime, CNTE e representantes de prefeituras, visando garantir maior segurança jurídica e previsibilidade fiscal para estados e municípios.
Vale lembrar que as redes de ensino estaduais e municipais pagam os salários com recursos do Fundeb e complementação da União. Para o novo valor valer, cada estado e município deve oficializar o reajuste por meio de norma própria.
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