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Rotativo com teto de 100%: o que ainda dói no bolso e como evitar cair no refinanciamento

Por Moysés Batista
2 de setembro de 2025
Uma pessoa vendo o juros rotativo em seu celular com o cartão de crédito na mão

Rotativo ─ Imagem: Reprodução/Pixabay

Entre uma das últimas mudanças do Banco Central mexeu com a soma de juros e encargos no rotativo e no parcelamento da fatura. Agora, esta conta não pode ultrapassar 100% do valor da dívida original.

Ou seja, se alguém deve R$ 1.000, o total de encargos não pode passar de R$ 1.000, limitando a dívida a R$ 2.000 no máximo.

A medida foi criada para conter os juros exorbitantes que, em muitos casos, passavam de 400% ao ano.


Por que ainda dói no bolso

Apesar do teto, os juros continuam pesados. Veja por quê:

  • O custo mensal do rotativo ainda ultrapassa os 10% em média, tornando a dívida difícil de quitar em pouco tempo.
  • Mesmo com o limite, o cliente pode acabar refinanciando a fatura para não atrasar, prolongando o problema.
  • A regra não elimina taxas administrativas e IOF, que aumentam o valor final.

Na prática, o teto evita a escalada infinita da dívida, contudo, não significa que o crédito ficou barato.


Como evitar cair no refinanciamento

De todo modo, para não transformar a fatura em um problema maior, especialistas recomendam:

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Fatura com menos juros

Entenda mais
  • Pague o valor total sempre que possível.
  • Se não conseguir, avalie o parcelamento da fatura — costuma ter juros menores que o rotativo.
  • Use a nova regra de portabilidade da dívida: desde julho de 2024, é possível levar o saldo para outro banco que ofereça condições melhores.
  • Planeje seus gastos no cartão, evitando comprometer mais de 30% da renda com crédito.

Alternativas inteligentes para evitar o rotativo

Uma pessoa vendo o juros rotativo em seu celular com o cartão de crédito na mão
Rotativo ─ Imagem: Reprodução/Pixabay
  • Renegociação direta com o banco pode trazer juros menores que o rotativo.
  • Programas como o Desenrola Brasil (que encerrou em maio de 2024) mostraram o potencial de acordos coletivos para aliviar dívidas.
  • Usar Pix parcelado ou crédito pessoal em alguns casos pode ser mais barato que manter a dívida no cartão.

O teto de 100% no rotativo, sem dúvida, é um avanço importante. Porém, não resolve sozinho o problema do endividamento no Brasil.

Então, o consumidor deve enxergar o cartão como um meio de pagamento, não como complemento da renda.

Entender as opções de parcelamento, usar a portabilidade e planejar os gastos são passos fundamentais para evitar cair no refinanciamento eterno.

Moysés Batista

Moysés Batista

Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: moysesbatista@gridmidia.com

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