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Consignado empurra brasileiros ao superendividamento; especialista alerta!

Por Moysés Batista
7 de julho de 2025
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Imagem de uma pessoa pobre

Baixa no valor do auxílio emergencial e alta na inflação diminui comida dos mais pobres. (Imagem: MGTM)

 

Em 2025, o Brasil tem ao menos 77 milhões de pessoas inadimplentes, conforme apontam dados da Serasa Experian. Mas juntos este número, também há um crescimento do uso do crédito consignado.

Mas a modalidade está deixando de ser uma solução pontual para se tornar ferramenta de sobrevivência financeira.

“Estamos à beira do abismo. A dívida corrói emoções e influencia decisões, muitas vezes tomadas sob pressão psicológica e financeira”.

Este é o alerta da advogada Renata Abalém, especialista em Direito do Consumidor.


Não caia na armadilha do consignado

Para você ter uma ideia, apenas o consignado para CLT, um lançamento recente, já movimentou R$ 80 bilhões, o equivalente a 64% da meta anual.

E o dado mais preocupante: quase um terço dos brasileiros com carteira assinada possui um consignado ativo. Os dados são da pesquisa Datafolha e também incluem pessoas com aposentadoria.

“Esse tipo de crédito vem sendo usado não só para reorganizar dívidas, mas para cobrir despesas básicas do mês. Virou instrumento de sobrevivência, e não de planejamento”, explica Renata.

Para evitar arrependimentos, ela recomenda sempre fazer um diagnóstico financeiro antes de assumir qualquer contrato. “Crédito não é milagre. É dívida”, resume assim, a advogada.


Assédio aos trabalhadores CLT

Na prática, as regras de proteção ao consumidor estão longe de serem cumpridas, por isso é preciso redobrar atenção. Segundo, Renata:

“Não são raros os relatos de descontos inesperados e falta de clareza nos juros, indicando que as instituições não estão informando adequadamente.

As simulações e a apresentação do Custo Efetivo Total (CET) são exigidas por lei, mas muitas vezes não são bem explicadas aos consumidores”.

Uma pessoa que pediu crédito consignado triste
Imagem: Reprodução/Freepik

Mais grave ainda é o assédio comercial realizado sobre o brasileiro.

“Trabalhadores e aposentados são bombardeados por ligações, mensagens, e até visitas oferecendo crédito consignado. Isso caracteriza uma violência financeira, especialmente contra pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas de baixa renda”.

Além disso, destaca o impacto dessa prática: “O assédio constante pode levar à contratação sem necessidade, sem avaliação das consequências e, pior, sem entender os termos”.


É importante ter cuidado com limite frente ao crédito consignado

O limite legal de 35% da renda comprometida com empréstimos consignados, e se soma a 5% adicionais para cartão consignado.

Aqui está o código recomendador adaptado com base na URL que você forneceu:

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No entanto, isso não tem funcionado como proteção real na prática do dia a dia. Ainda menos resolve o problema do endividamento, mas ao contrário, conforme a especialista.

“Na prática, vemos famílias com até 90% da renda comprometida em dívidas. É uma matemática irreal. Em vez de proteger, esse teto tem contribuído para o superendividamento”.

Renata Abalém defende uma atuação mais rígida dos órgãos reguladores, como Banco Central, Procons, Ministério da Justiça e até o Judiciário.

“Precisamos de regras mais duras contra o assédio comercial, com punições para instituições abusivas; fiscalização mais eficaz sobre a clareza das informações; e campanhas de educação financeira focadas em aposentados e trabalhadores CLT de baixa renda”.

Aqui está o código recomendador adaptado para o seu link:

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Saiba como se proteger

  • Oferta agressiva: não aceite ligações ou mensagens insistentes. Denuncie ao Procon e bloqueie o número.
  • Juros e CET mal explicados: exija que todos os valores e taxas sejam detalhados. Se não entender, não assine.
  • Comprometimento da renda: nunca comprometa mais de 30% da renda, mesmo que a lei permita mais.
  • Uso para consumo: use apenas para quitar dívidas com juros mais altos ou investir. Evite usar para pagar contas básicas.
  • Simulação superficial: peça simulações em diferentes prazos e valores e analise com calma os valores.
  • Assinatura por impulso: faça um diagnóstico financeiro antes. Busque ajuda especializada se necessário.

Desse modo, você pode utilizar o crédito consignado quando realmente precisar, evitando comprometer sua renda por simplesmente querer ‘dinheiro na hora’.

 

Moysés Batista

Moysés Batista

Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: moysesbatista@gridmidia.com

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