ARAGUARI, MG — O Pé-de-Meia é um programa social criado para incentivar estudantes de baixa renda a concluírem o ensino médio. A iniciativa oferece uma bolsa de R$ 1.000 ao final de cada ano letivo concluído, auxiliando na permanência escolar. No entanto, o programa enfrenta suspeitas de irregularidades em algumas cidades.

Uma investigação apontou inconsistências nos números de beneficiários do Pé-de-Meia em determinados municípios. Em Riacho de Santana (BA), por exemplo, houve 1.231 bolsistas registrados, enquanto a escola local tem apenas 1.024 alunos matriculados no ensino médio. As divergências entre os dados geraram questionamentos.
A Secretaria de Educação da Bahia estima 1.677 estudantes, enquanto o Minestério da Educação (MEC) aponta 1.860. Essas diferenças reforçam a necessidade de apuração sobre possíveis fraudes no programa. O governo deve esclarecer as estatísticas e garantir que os recursos cheguem a quem realmente tem direito.
Fraudes no Pé-de-Meia
As suspeitas de irregularidades no Pé-de-Meia levantam questionamentos sobre a gestão dos pagamentos. Como o dinheiro é depositado diretamente para os estudantes ou suas famílias, as fraudes identificadas parecem ser casos isolados. No entanto, a transparência na execução do programa é essencial para garantir sua credibilidade.
Diante dessas denúncias, o MEC tem duas opções: ignorar as inconsistências ou aprofundar a investigação para responsabilizar eventuais envolvidos. Caso opte pelo segundo caminho, poderá expor municípios onde houve registros suspeitos no Pé-de-Meia. A apuração rigorosa é fundamental para evitar prejuízos aos beneficiários legítimos.
As evidências indicam que os estudantes dificilmente estariam por trás dessas irregularidades sozinhos. A possibilidade de envolvimento de agentes da rede pública de ensino levanta um alerta sobre a necessidade de fiscalização. O combate a fraudes garante que o auxílio chegue a quem realmente precisa.