ARAGUARI, MG — O programa Pé-de-Meia, lançado pelo Governo Federal com o objetivo de incentivar a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio, enfrenta desafios significativos que colocam em risco sua continuidade. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades na execução financeira do programa, resultando no bloqueio de R$ 6 bilhões destinados a essa iniciativa.

Em janeiro de 2025, o TCU decidiu, por unanimidade, bloquear R$ 6 bilhões destinados ao Pé-de-Meia. A decisão foi tomada após a identificação de que os recursos utilizados para o crédito do programa estavam fora do Orçamento, o que, segundo o tribunal, desrespeita as regras fiscais vigentes.
O bloqueio desses recursos afeta diretamente cerca de quatro milhões de alunos do ensino médio, que podem ficar sem a “mesada” de R$ 200 prometida pelo programa. A medida gerou preocupação entre educadores, estudantes e suas famílias, que temem pela continuidade do incentivo financeiro e, consequentemente, pelo aumento da evasão escolar.
Como o Governo Lula reagiu aos bloqueios no Pé-de-Meia?
Diante da decisão do TCU, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu, argumentando que não há qualquer ilegalidade na transferência dos recursos e que o bloqueio compromete a continuidade do programa. O governo defende que o Pé-de-Meia é uma ferramenta essencial para combater a evasão escolar e promover a inclusão social, e que os recursos destinados ao programa são fundamentais para atingir esses objetivos.
O Ministério da Educação (MEC) também se manifestou, afirmando que está trabalhando para adequar o financiamento do programa às exigências do TCU e garantir que os pagamentos aos estudantes não sejam interrompidos. O MEC ressaltou a importância do Pé-de-Meia para a educação brasileira e reafirmou seu compromisso em solucionar as questões apontadas pelo tribunal.
Especialistas em educação alertam que a suspensão dos pagamentos do Pé-de-Meia pode ter consequências graves para a taxa de evasão escolar no país. O incentivo financeiro oferecido pelo programa é considerado um fator determinante para que muitos estudantes de baixa renda permaneçam na escola e concluam o ensino médio. Sem esse apoio, há o risco de aumento no número de jovens que abandonam os estudos, comprometendo seu futuro profissional e perpetuando ciclos de pobreza.