FIM do RG confirma a obrigatoriedade da nova emissão de identificação pessoal

A chegada da Carteira de Identidade Nacional (CIN) marca uma mudança significativa no sistema de identificação brasileiro, representando uma evolução importante na forma como os brasileiros serão identificados, mais precisamente, marcando o fim do RG. Essa transição visa modernizar e tornar mais eficiente o processo de identificação no país.

FIM do RG confirma a obrigatoriedade da nova emissão de identificação pessoal. Imagem: Jeane de Oliveira/FDR

O fim do RG tradicional acompanha essa transformação, sinalizando uma atualização nos métodos de identificação utilizados. Com a implementação da CIN, espera-se uma padronização e simplificação dos documentos de identidade em todo o território nacional.

O Registro Geral, popularmente conhecido como RG, é um documento de identificação largamente empregado no Brasil, contendo dados fundamentais como nome, filiação, data de nascimento, foto e impressões digitais. Emitido pelas Secretarias de Segurança Pública dos estados, tem sido um elemento crucial para a identificação civil ao longo dos anos.

No entanto, as transformações tecnológicas e os avanços na área de identificação civil têm levantado discussões sobre o fim do RG. A chegada da Carteira de Identidade Nacional (CIN) marca uma possível transição, representando uma evolução significativa no sistema de identificação brasileiro.

Apesar de ser amplamente empregado, o RG enfrenta limitações significativas. Uma delas é a falta de padronização entre os estados, o que pode complicar seu reconhecimento em diferentes regiões do país. Além disso, por ser um documento físico, seu transporte e armazenamento podem representar desafios para muitos cidadãos.

Essas questões têm suscitado discussões sobre a necessidade de modernização e evolução do sistema de identificação. Uma possível solução em debate é a transição para uma forma de identificação digital, que poderia superar as limitações do RG físico e proporcionar maior praticidade e segurança para os cidadãos.

Confira abaixo como emitir a versão atual do registro geral e, neste link, eu te explico tudo sobre outro documento que também passou por mudanças. 

Fim do RG leva à inclusão de dados atualizados em nova versão

  • Nome da pessoa e nome social (quando houver);

  • CPF;

  • Sexo;

  • Data de nascimento;

  • Nacionalidade ou naturalidade;

  • Assinatura do titular (opcional em casos de analfabetismo, deficiência ou perda de função momentânea);

  • Nomes da mãe e do pai (quando houver);

  • Órgão expedidor, local e emissão;

  • QR Code para validação eletrônica;

  • Informações sobre tipo sanguíneo;

  • Informações sobre doação de órgãos.

Como emitir o novo RG?

Para solicitar o novo RG, basta ir ao órgão emissor da sua cidade e apresentar a certidão de nascimento ou casamento. As secretarias de Segurança Pública do Distrito Federal e de cada estado serão as responsáveis por disponibilizar o documento.

Não é possível tirar o novo RG pelo celular. Porém, após a emissão presencial do documento, é disponibilizada uma versão digital. Ela pode ser acessada pelo aplicativo RG Digital do estado em que você emitiu o documento, a partir da leitura do QR Code no verso da versão física.

Para baixar o novo RG pelo celular, basta seguir este passo a passo: 

  1. Acesse a loja de aplicativos do seu celular;

  2. busque pelo app RG Digital do estado em que você emitiu o documento;

  3. com o app instalado, clique na opção “Adicionar RG”;

  4. escaneie o QR Code no verso de seu documento físico;

  5. faça o reconhecimento facial;

  6. crie uma senha de acesso para poder visualizar o documento;

  7. concluído, agora você tem acesso ao seu RG Digital diretamente de seu celular.

O novo RG só pode ser “baixado” de maneira digital após a emissão do novo documento físico com QR Code no verso. Com o documento físico já emitido, você deve solicitar a versão digital diretamente no app do Gov.br.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.