Cesta básica, água, roupas: saiba como doar para o RS pelas agências dos Correios

O estado do Rio Grande do Sul vive a maior catástrofe da sua história. As fortes chuvas aumentaram os níveis do rios, e por consequência cidades estão submersas. Todo país está se mobilizando para ajudar a região, e doações presenciais estão sendo aceitas nas agências dos Correios. 

Independente do estado em que vive, todo população brasileira está acompanhando pela mídia a tragédia que o Rio Grande do Sul está vivendo. Pelo menos 336 municípios já decretaram situação de calamidade pública reconhecida pelo governo federal, e o número tende a subir, porque são mais de 400 cidades afetadas.

Segundo boletim divulgado às 12h15 desta sexta-feira (10) pela Defesa Civil do estado, o número de mortes confirmadas subiu para 116, são 756 feridos e 143 desaparecidos. Os números estão sendo atualizados desde o início dos temporais em 29 de abril. 

Ou seja, já são mais de dez dias de resgate dos desabrigados, mortos e feridos, mas sem ainda sem previsão de quando tudo vai passar. A situação fica ainda mais complicada porque a previsão do tempo para a região é de mais chuva, com rajadas de vento e granizo. O Sul é tradicionalmente conhecido pelo frio.

No entanto, nunca se viu uma tragédia desta proporção no estado. Nos meses de junho, setembro e novembro do ano passado o Rio Grande do Sul já passou por um período de alagamento que deixou 80 mortos. Mas, segundo especialistas, os motivos climáticos são diferentes. 

Maior tragédia da história do Rio Grande do Sul 

Esta já está sendo classificada como a maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul porque o número de pessoas que precisaram abandonar suas casas subiu para 408,1 mil. Há, no total, 70.772 pessoas recebendo acolhimento em abrigos e outras 337.346 nas casas de amigos ou parentes.

Além disso, 437 dos 497 municípios do estado estão com algum relato de problema relacionado aos temporais, com 1,9 milhão de pessoas afetadas. Além de:

  • Mortes confirmadas: 116;
  • Feridos: 756;
  • Desaparecidos: 143;
  • Pessoas em abrigos: 70.772;
  • Desalojados: 337.346;
  • Municípios afetados: 437;
  • Afetados: 1.947.372.

Ainda não se sabe quanto tempo vai demorar para que o estado seja reerguir. Milhões de pessoas estão sem conseguir trabalhar, perderam casas, roupas, carros, móveis, e todo o seu patrimônio. 

O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública, informou que liberará todas as verbas necessárias para o governo gaúcho e está trabalhando com ações que antecipam benefícios e isentam tarifas tributárias. Eu explico mais sobre nesta matéria. 

O que doar para ajudar o Rio Grande do Sul?

As doações não têm data para terminar. Carretas de todos os estados estão chegando até os centros de distribuição no Rio Grande do Sul, onde é feita a separação de todo material e designação para cada cidade. 

Atualmente, com supermercados fechados, o estado precisa de doações como:

  • Dinheiro;
  • Alimentos não perecíveis;
  • Roupas;
  • Calçados;
  • Água potável;
  • Produtos de limpeza;
  • Produtos de higiene pessoal (escova de dente, shampoo, condicionador, sabonete, creme dental, desodorante, absorvente);
  • Roupa íntima nova (calcinha, cueca, sutiã);
  • Colchão;
  • Cobertor;
  • Ração para cachorro, gato, cavalo, porco e outros.

Você também pode doar

  • Brinquedos;
  • Livros em bom estado;
  • Aparelhos eletrônicos;
  • Sua mão de obra, sendo voluntário. 

Como doar para o Rio Grande do Sul pelos Correios?

As agências dos Correios estão aceitando doações para o Rio Grande do Sul. Esta é uma forma segura de doar e ajudar os desabrigados. Já foram entregues mais de 1 mil toneladas de donativos para a Defesa Civil gaúcha.

A instituição solicita que que o doador embale e identifique o tipo de material, apesar de não ser uma exigência para o transporte, ajuda a identificação dos produtos e facilita o destino que eles terão. 

Para doar basta:

  • Compareça até a agência mais próxima dos Correios entre 08h e 17h;
  • Entregue a sua doação (de preferência identificada) para um funcionário.

Inscrição para voluntários

Os Correios também alertaram que há necessidade de voluntários para separação das doações. As pessoas interessadas podem se inscrever pelos canais:

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Lila Cunha
Autora é jornalista e atua na profissão desde 2013. Apaixonada pela área de comunicação e do universo audiovisual. Suas redes sociais são: @liilacunhaa, e-mail: [email protected]