Reajuste do INSS não é para todos os segurados? Entenda o porquê

A notícia do reajuste do INSS animou os segurados do Instituto inicialmente. Mas, nem todos receberão valores maiores do nesse ano. Aumento deve ser apenas para uma parcela, que chega a 67% dos segurados. Veja se você tem direito.

Reajuste do INSS não é para todos os segurados? Entenda o porquê
Reajuste do INSS não é para todos os segurados? Entenda o porquê (Imagem: FDR)

Logo nos primeiros dias do ano a notícia do reajuste do INSS animou os brasileiros, o que muitos ainda não sabiam é que nem todos seriam contemplados. Apenas 67% dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social terão benefícios maiores.

Quem vai ter reajuste do INSS?

  • O reajuste deve ser pago apenas aos segurados que recebem o piso do Instituto Nacional do Seguro Social.
  • Isso porque esse piso é o valor de um salário mínimo.
  • Como houve um aumento do mínimo, consequentemente o piso do Instituto também aumentou.
  • Dentre as pessoas que recebem esse valor mínimo, 67% dos mais de 39 milhões, estão os beneficiários do o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
  • Para quem recebe acima do piso o reajuste é feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
  • O INPC 2023 ainda deve ser divulgado pelo IBGE na próxima quinta-feira, 11.
  • De janeiro a novembro de 2023 o INPC acumulado foi de 3,14%.
  • Nos 12 meses do ano passado ele ficou em 3,85%.
  • A expectativa é de que o IBGE divulgue um índice na casa de 3,4%.
  • O que não é muito animador para os segurados é o fato de que para quem recebe acima do piso não deve acontecer um aumento real.
  • Prática adotada pelo INSS há alguns anos.
  • O INPC também deve ser usado para a definição do teto do INSS.
  • A tabela de valores do INSS deve ser definida em parceria entre o Ministério da Previdência e o Ministério da Fazenda

O reajuste do salário mínimo também afetou outros pagamentos, veja quais.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.