Salário mínimo 2024 tem valor confirmado pelo ministro do trabalho

A fórmula usada para definir o salário mínimo 2024 foi mudada nesse ano o que resultou em um valor abaixo do esperado. Novo piso salarial começa a ser pago no país já em janeiro do próximo ano. Confira qual foi o valor confirmado pelo Governo agora.

Salário mínimo 2024 tem valor confirmado pelo ministro do trabalho
Salário mínimo 2024 tem valor confirmado pelo ministro do trabalho (Imagem: FDR)

Inicialmente o governo falava em um salário mínimo 2024 de R$ 1.421, no entanto, o valor deve ser menor. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou durante coletiva de imprensa sobre a nova previsão para o piso salarial do próximo ano.

A definição do valor é importante, pois, afeta também as aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

Novo salário mínimo 2024

  • Em março desse ano o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a política de valorização do salário mínimo.
  • Através dessa medida o piso salarial do país passa a ser reajustado com base em dois fatores: Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro e Índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
  • Se o PIB dos dois anos anteriores tiver um desempenho negativo, o que não aconteceu agora, será usada apenas a inflação para a correção.
  • Com isso, o ministro Marinho confirmou que a previsão é de que o salário mínimo 2024 será de R$ 1.412.
  • O valor está abaixo do que estava previsto no orçamento para o próximo ano, R$ 1.421.
  • Se a política de valorização tivesse sido mantida no período de 2005 a 2024 o reajuste seria de R$ 1.492.

Evolução do salário mínimo no Brasil

Confira a evolução do piso salarial desde a criação do plano real em 1994:

  • 1994: R$ 64,79
  • 1994: R$ 70 – aumento de 8,04%
  • 1995: R$ 100 – aumento de 42,86%
  • 1996: R$ 112 – aumento de 12%
  • 1997: R$ 120 – aumento de 7,14%
  • 1998: R$ 130 – aumento de 8,33%
  • 1999: R$ 136 – aumento de 4,62%
  • 2000: R$ 151 – aumento de 11,03%
  • 2001: R$ 180 – aumento de 19,21%
  • 2002: R$ 200 – aumento de 11,11%
  • 2003; R$ 240 – aumento de 20%
  • 2004 :R$ 260 – aumento de 8,33%
  • 2005: R$ 260 – aumento de 15,38%
  • 2006: R$ 300 – aumento de 16,67%
  • 2007: R$ 380 – aumento de 8,57%
  • 2008: R$ 415 – aumento de 9,21%
  • 2009: R$ 465 – aumento de 12,05%
  • 2010: R$ 510 – aumento de 9,68%
  • 2011: R$ 545 – aumento de 5,88%
  • 2012: R$ 622 – aumento de 14,13%
  • 2013: R$ 678 – aumento de 9%
  • 2014: R$ 724 – aumento de 6,78%
  • 2015: R$ 788 – aumento de 8,84%
  • 2016: R$ 880 – aumento de 11,68%
  • 2017: R$ 937 – aumento de 6,48%
  • 2018: R$ 954 – aumento de 1,81%
  • 2019: R$ 998 – aumento de 4,61%
  • 2020: Jan: R$ 1039 – aumento de 4,11% / Segundo ajuste: R$ 1.045 – aumento de 0,58%
  • 2021: R$ 1.100 – aumento de 5,26%
  • 2022: R$ 1.212 – aumento de 10,18%
  • 2023: R$ 1.302 em janeiro – aumento de 7,5% / R$ 1.320 a partir de maio – aumento de 1,4%

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.