Entenda regra que faz governo mudar preços de geladeiras de menos de R$ 5 mil

Em resolução publicada na sexta-feira (8), o Ministério de Minas e Energia divulgou que vai enrijecer a regra de eficiência energética que define quais modelos de geladeiras e congeladores de uso doméstico podem ser vendidos no país. Entenda o que muda.

Entenda regra que faz governo mudar preços de geladeiras de menos de R$ 5 mil
Entenda regra que faz governo mudar preços de geladeiras de menos de R$ 5 mil. Imagem: FDR

Com a medida, a Eletros, entidade que representa o setor, prevê a saída de refrigeradores mais baratos do mercado. Ou seja, elevaria o preço mínimo do produto para mais de R$ 5.000, segundo a entidade.

Ainda de acordo com o Ministério, a nova resolução pode gerar uma economia de energia elétrica de 11,2 terawatt-hora (TWh) até 2030. O valor equivale ao consumo anual de residências na região Norte do país.

Aumento no preço das geladeiras

  • Com essa medida a Eletros, que representa os fabricantes do setor, prevê que os modelos mais baratos saiam do mercado;
  • A estimativa é de que o valor das geladeiras fique em torno de R$ 5 mil;
  • A primeira mudança deve ser implementada no próximo dia 31 de dezembro;
  • Na ocasião só poderão ser fabricados e importados os refrigeradores com no máximo 85,5% de consumo padrão de energia;
  • Os produtos já produzidos e importados poderão ser comercializados até o final de 2024;
  • No entanto, a partir de dezembro de 2025 as empresas não poderão mais comercializar os produtos com consumo de energia acima do limite citado;
  • Quanto menor o índice do produto, melhor a eficiência energética, ou seja, maior a economia de energia;
  • Na segunda etapa, que vai até 2027, o percentual será de até 90%;
  • Até então as fabricantes poderiam produzir geladeiras com consumo acima dos 96%;
  • De acordo com o Ministério de Minas e Energia, essas mudanças devem reduzir a produção de 5,7 milhões de toneladas de gás carbônico até 2030;
  • A pasta ainda aponta que a partir de 2028 as geladeiras e refrigeradores estarão, em média, 17% mais eficientes;
  • De acordo com a Eletros, as classes C, D e E serão as mais prejudicadas pela mudança.

Vittoria Fialho
Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco, já esteve como repórter no Diario de Pernambuco e no Portal NE45 Minutos. Nos veículos, fez parte das editorias de redes sociais e esportes. Também acumula experiência na assessoria de imprensa do Clube Náutico Capibaribe. Suas redes sociais são: @vtfialho e [email protected].