Saiba tudo sobre o NOVO regimento do CONCURSO que funcionará como um Enem

Pontos-chave
  • Concurso vai oferecer quase 8 mil vagas
  • Processo seletivo é comprado ao ENEM
  • Diversos órgãos federais já anunciaram a adesão

No começo do próximo ano um novo concurso deve atrair centenas de candidatos. A seleção vai funcionar como um Enem e terá provas em diversas localidades do país. Candidatos poderão concorrer a vagas em diversos órgãos federais. Essa é a primeira vez que essa modalidade é adotada no país.

Saiba tudo sobre o NOVO regimento do CONCURSO que funcionará como um Enem
Saiba tudo sobre o NOVO regimento do CONCURSO que funcionará como um Enem (Imagem: FDR)

Pela primeira vez, o Brasil vai realizar um concurso nos moldes do ENEM. Isso significa que os candidatos concorrerão não apenas as vagas de emprego em um órgão. Além disso, não será preciso ir para muito longe para participar, as provas serão aplicadas em quase 180 cidades.

O processo seletivo deve ajudar na recomposição dos quadros de servidores após a perda de 73 mil profissionais nos últimos seis anos.

Concurso Nacional Unificado

O processo seletivo tem sido comparado com o Exame Nacional do Ensino Médio por ser aplicado em várias cidades, oferecer vagas em mais de um órgão e ter um valor mais acessível.

É uma ideia de fato inovadora e que parte do fato de haver muitas vagas sendo oferecidas simultaneamente. Esse conjunto de vagas perpassa mais de 100 órgãos da Administração Pública Federal porque quando os servidores estiverem inseridos no local de trabalho, eles vão cobrir várias áreas de atuação do Estado. Isso é muito importante no trabalho de reconstrução da capacidade do governo de oferecer políticas públicas com maiores e melhores condições para a população. É disso que estamos tratando”, afirmou José Celso Cardoso, secretário de Gestão de Pessoas.

A seleção vai oferecer cerca de 8 mil vagas em mais de 100 órgãos públicos federais. Ainda segundo o secretário, o concurso foi elaborado após alguns órgãos afirmarem ter dificuldades em organizar suas próprias seleções; mesmo com elas já autorizadas.

Para Cardoso, as vantagens desse modelo são:

Ele ainda afirma que esse modelo deve ajudar na escolha de profissionais com melhores perfis para o serviço público.

 “O modelo visa dar oportunidade para que pessoas que tenham pouco recurso possam ter oportunidade e condições. E até mesmo possam pensar em fazer o concurso público, já que, por essas limitações do concurso tradicional, muitas nem tentam fazer a prova. O fato de a gente pensar na descentralização e capitalizar apenas uma taxa única de inscrição poderá levar mais pessoas a considerar serem servidoras públicas”, defendeu a diretora de Provimento e Movimentação de Pessoal do MGI, Maria Aparecida Chagas Pereira.

Saiba tudo sobre o NOVO regimento do CONCURSO que funcionará como um Enem (Imagem: FDR)
Saiba tudo sobre o NOVO regimento do CONCURSO que funcionará como um Enem (Imagem: FDR)

Como vai ser o Nacional Unificado?

O edital deve ser publicado até o mês de dezembro desse ano; a estimativa é de que as provas sejam aplicadas no dia 25 de fevereiro de 2024, serão dois momentos na mesma etapa:

Ainda segundo as primeiras informações, a estimativa é de que os resultados dessa primeira fase sejam divulgados até o final de abril de 2024.

Após essa etapa, cada órgão poderá definir pontuações para provas de títulos acadêmicos, experiência profissional, apresentação de memoriais, provas práticas, entre outros.

Os blocos temáticos também devem influenciar na distribuição de vagas:

Órgãos confirmados no Concurso Nacional Unificado

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos realizou uma live sobre o tema, que contou com a participação do secretário de Gestão de Pessoas, José Celso Cardoso; Secretário de Gestão de Pessoas, José Celso Pereira Cardoso Júnior; e da diretora de Provimento e Movimentação de Pessoal do MGI, Maria Aparecida Chagas Pereira.

A transmissão está disponível no canal oficial do YouTube.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.
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