CONTA DE LUZ pode ficar ainda MAIS CARA nos próximos 22 ANOS após ESTA decisão

Proposta em análise no Senado pode aumentar bastante a conta de luz nas próximas décadas. Esse aumento deve ser resultado das ações para beneficiar um maior uso da energia solar. Entenda melhor o que está acontecendo e pode afetar o seu bolso.

CONTA DE LUZ pode ficar ainda MAIS CARA nos próximos 22 ANOS após ESTA decisão
CONTA DE LUZ pode ficar ainda MAIS CARA nos próximos 22 ANOS após ESTA decisão (Imagem: Montagem/FDR)

No ano passado a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prorroga os subsídios do Governo Federal para a microgeração de energia solar e Pequenas Centrais Hidrelétricas. O texto agora está no Senado e pode causar um aumento da conta de luz nos próximo 22 anos.

O dado foi levantado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia.

Aumento do subsídio para a energia solar

A frente é formada por diversas organizações, incluindo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Segundo o levantamento, o subsídio para destinado a esse tipo de geração de energia será de R$ 238 milhões.

O que representa os cerca de R$ 150 bilhões que já eram previstos, mais o valor adicional de R$ 88 bilhões que pode ser acrescentado pelos senadores. Essa proposta de prorrogação foi feita pelo deputado Celso Russomano (Republicanos-SP).

Com esse valor adicional, a expectativa é de que a conta de luz tenha um aumento de 5,4%. Nos moldes atuais, sem esse adicional, os subsídios para essa energia já custam R$ 6,8 bilhões ao ano na conta de luz.

Caso esse acréscimo seja aprovado, a conta de luz dos brasileiros terá um aumento de R$ 10,8 bilhões ao ano, só no período de 2024 a 2045.

“Esse volume de subsídios afeta, inclusive, a inflação do país, porque mais de 200 milhões de brasileiros, que ganham menos, estão pagando subsídios para os 2 milhões que ganham mais e não precisam desse tipo de ajuda”, afirma Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia.

A frente enviou uma carta ao Senado na última terça-feira, 12, a entidade afirma que esse subsídio perdeu o sentido, pois, esses projetos já são por si só rentáveis atualmente.

Acontece que com esse subsídio quem acaba custeando a oferta de energia mais barata para grandes empresas acaba sendo os consumidores residenciais.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.