A Globo é a maior emissora do país e um dos destaques de sua programação são as transmissões esportivas. No entanto, em uma destas transmissões, aconteceu a polêmica do “Craque do Jogo” e a globo terá que pagar uma alta de quantia em indenização. Entenda o caso.
A emissora terá que pagar uma indenização de R$30 mil para o goleiro Sidão, ex jogador do Vasco.
Globo terá que pagar indenização para goleiro
O craque processou a Globo em 2019 na 8ª Câmara de Direito Privado do TJSP após o Vasco perder para o Santos, por 3 a 0. Neste dia, ele recebeu o prêmio de “Craque do Jogo”, por votação popular. Sidão joga atualmente no Concórdia, clube da Série D do Campeonato Brasileiro.
Tudo aconteceu em maio de 2019, no dia 12. Perto do fim do jogo, o goleiro foi escolhido por 90% dos votos dos torcedores como o melhor jogador em campo.
Mais detalhes do caso
Na partida, o arqueiro teve grandes e sucessivas erros na derrota do Vasco e acabou virando ‘piada’ na transmissão. Na visão da defesa de Sidão, a globo poderia “ter evitado o fato como organizadora do evento”, segundo o Estadão. A emissora chegou a se desculpar de forma pública com o goleiro após isso.
Quando a emissora foi condenada no ano passado, os advogados do jogador Marcelo Giraldes e Leonardo Foltran, alegaram que por exibir a imagem do goleiro, em “clara condição de chacota e de humilhação”, o prêmio de “Craque do Jogo” a nível nacional, Cidao teve seu valor de mercado prejudicado.
Na decisão, a emissora carioca argumentou que a eleição foi uma escolha somente do público e, que depois disso, alterou o modelo de votação. Após isso , os comentaristas passaram também a decidir o jogador eleito o melhor em campo nos jogos do Brasileirão e Copa do Brasil, exibidas pela globo.
“A ré praticou ato ilícito, pois era evidente que entregar o troféu ultrapassaria o limite da mais ácida crítica ao desempenho profissional do autor. Nada impedia a ré de anunciar o resultado da enquete com os torcedores. Estaria cumprindo seu dever de informar. Mas a ré foi além, e fez a entrega do troféu, incorrendo em evidente exercício abusivo de direito, sendo despropositado sustentar que o autor que estava trabalhando, e não se divertindo com amigos em partida de futebol deveria receber o fato com bom humor”, pontou o relator, segundo o Estadão.