Minha Casa Minha Vida tem um NOVO perfil de financiador com GRANDES mudanças

Dando continuidade a aprovação da Medida Provisória que recriou o Minha Casa Minha Vida, na última quinta-feira (13) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o programa. Com isso, passou a ganhar destaque as novas faixas de renda necessárias para financiamento popular do imóvel

Minha Casa Minha Vida tem um NOVO perfil de financiador com GRANDES mudanças
Minha Casa Minha Vida tem um NOVO perfil de financiador com GRANDES mudanças (Imagem: FDR)

Durante a cerimônia de sanção do Minha Casa Minha Vida, Lula disse que o grande objetivo do programa é diminuir o déficit habitacional. Para isso, a expectativa é de que até o final do governo atual, em 2026, pelo menos 2 milhões de casas sejam financiadas usando as regras do programa. Até o início de julho, mais de 10 mil unidades habitacionais já haviam sido entregues em 14 estados, totalizando um investimento de R$ 1,17 bilhão.

Até o fim deste ano a previsão é de que mais 8 mil unidades sejam entregues e 21,6 mil obras sejam retomadas. Para isso, o governo federal tem investido no programa a fim de que as possibilidades de conseguir comprar a casa própria aumentem. O limite de renda permitido para se encaixar na faixa 1, por exemplo, subiu. Além disso, o valor do imóvel financiado também aumentou.

Os subsídios oferecidos poderão chegar a 90% do valor total do imóvel, até mesmo zerando o valor de entrada. E as taxas de juros do financiamento no Minha Casa Minha Vida também foram reduzidas, elas variam conforme a faixa de renda que aquela família se encontra. Sendo que o máximo aplicado é de 7,66% ao ano. 

O que mudou na compra de casa no Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa Minha Vida precisou ser recriado neste ano, porque durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) ele foi substituído pelo Casa Verde e Amarela. Com a sanção da Medida Provisória, o presidente Lula vetou alguns trechos importantes do programa e trouxe mudanças ao projeto original, como:

  • as distribuidoras de energia não poderão comprar o excedente produzido por painéis solares instalados nas casas do programa como era previsto;
  • as construtoras não precisarão contratar um seguro pós-obra como havia sido definido;
  • não haverá descontos em taxas cobradas pelos cartórios em operações com recursos do FGTS como aparecia no texto até então.

Para o cidadão financiador do imóvel, as regras para ter acesso ao programa continuam as mesmas:

Faixa 1:

  • destina-se a famílias com renda bruta familiar mensal de até R$ 2.640;
  • para imóveis de até R$ 170 mil subsidiados ou para imóveis de até R$ 264 mil financiados, a depender da localidade;
  • entrada: subsídio de até R$ 55 mil.

Faixa 2:

  • renda mensal de até R$ 4,4 mil
  • para imóveis financiados de até R$ 264 mil, a depender da localidade;
  • entrada: subsídio de até R$ 55 mil.

Faixa 3:

  • renda mensal até R$ 8 mil
  • para imóveis financiados de até R$ 350 mil em todo o país;
  • entrada: sem direito a taxas de juros mais baixas.

Lila Cunha
Autora é jornalista e atua na profissão desde 2013. Apaixonada pela área de comunicação e do universo audiovisual. Suas redes sociais são: @liilacunhaa, e-mail: [email protected]