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PIX SUSPENSO?! Pronunciamento da Caixa assusta milhares de brasileiros

Por Gabriela Pitão
21 de junho de 2023
NOVIDADE! Pix ganha novas FUNÇÕES para os consumidores brasileiros

NOVIDADE! Pix ganha novas FUNÇÕES para os consumidores brasileiros

Após anuncio polêmico sobre a cobrança do pix para clientes específicos do banco, a Caixa Econômica Federal se pronunciou novamente sobre o assunto, porém, com outro discurso sobre suspensão que envolve a transação instantânea.

PIX SUSPENSO?! Pronunciamento da Caixa assusta milhares de brasileiros
PIX SUSPENSO?! Pronunciamento da Caixa assusta milhares de brasileiros. (Imagem: FDR)

A Caixa Econômica Federal suspendeu na terça-feira (20), por ordem do Palácio do Planalto, a cobrança do Pix para Pessoa Jurídica, que seria feita a partir do dia 19 de julho. A entidade havia anunciado que passaria a fazer a cobrança das empresas nas operações.

O anúncio, porém, irritou ministros do governo e o próprio presidente Lula. A reclamação é que a Caixa não teria dialogado com o Planalto antes de anunciar a medida. Com a repercussão negativa, a ordem foi que o comando do banco suspenda o anúncio até segunda ordem de Lula, que está em viagem para a Europa.

O banco não admitiu que a medida foi tomada por determinação do governo. Em sua nota diz que a suspensão “visa ampliar o prazo para que os clientes possam se adequar e receber amplo esclarecimento do banco sobre o assunto, dada a proliferação de conteúdos inverídicos que geraram especulação.” E acrescentou que a “decisão de cobrar pelo serviço estava definida desde o ano passado e não foi executada devido à necessidade de adequação dos sistemas internos.”

O que estava previsto na cobrança do pix pela Caixa?

Ao anunciar a cobrança, a Caixa destacou que pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEI) e beneficiários de programas sociais não seriam afetados. De acordo com a Caixa, as tarifas — exclusivas para empresas privadas — seriam cobradas por tipos de operações.

Ou seja, quem é cadastrado no banco pelo CNPJ não será mais cobrado ao fazer transferências e compras pelo Pix.

A tarifa prevista variava de R$ 0,89 a R$ 1,20 sobre o valor da operação e é autorizada pelo Banco Central desde novembro de 2020.

Outros bancos também cobram tarifas do Pix

Em seu comunicado, a Caixa anuncia suspensão e se justifica, alegando que todos os outros bancos já cobram taxa sobre transferência pix de contas de pessoas jurídicas.

“A Caixa esclarece que suspendeu a cobrança para Pessoa Jurídica. A prática de cobrança da tarifa Pessoa Jurídica foi autorizada pelo Arranjo Pix, em conformidade com a Resolução Nº 30/2020 do Banco Central do Brasil, de 22 e outubro de 2020, e é realizada por praticamente todas as instituições financeiras desde sua implementação.”

  • Nubank, C6 e Inter não cobram tarifas de empresas, assim como os clientes pessoas físicas são isentos.
  • Banco do Brasil cobra tarifa de 0,99% para transferências e pagamentos de QRCode. MEIs são isentos;
  • Santander cobra 1,4% sobre o envio de Pix de PJs; R$ 6,54 sobre recebimento via QRCode; e 1,4% sobre o valor recebido quando é via checkout ou GetNet. MEIs e EIs são isentos;
  • Bradesco cobra 1,4% sobre o valor da transação via Pix QR Code e transferências; e R$ 2,5 para Pix Saque e Pix Troco. Taxas valem para Empresários Individuais (EI e MEI);
  • Mercado Pago cobra tarifas de transações que envolvem: o QR Code Dinâmico, maquininha de cartão Point, checkout em um e-commerce e link de pagamento e as taxas variam entre 0.49% e 0.99% sobre o valor processado. E não cobra taxas de PJs para transferências Pix no app ou em seu site;
  • Itaú cobra 1,45% do valor da transação em transferências; 1,3% do valor da transação, sem piso e com máximo de R$ 150,00 para transações nas maquinhas ou QR code estático; e R$ 5,50 por recebimento de Pix no boleto.
Gabriela Pitão

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