CAIXA quer que ex-presidente pague pelos diversos IPHONES destruídos; entenda o caso

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi demitido em junho do ano passado após virem a tona casos de assédio contra funcionárias do banco. Mas ele ainda tem contas a acertar com a instituição. Guimarães terá que pagar pelos iPhones que destruiu. Entenda este caso inusitado.

CAIXA quer que ex-presidente pague pelos diversos IPHONES destruídos; entenda o caso
CAIXA quer que ex-presidente pague pelos diversos IPHONES destruídos; entenda o caso (Imagem FDR)

A Caixa ingressou com duas ações contra seu ex-presidente. Uma delas já tinha sido revelada pela atual comandante do banco, Maria Rita Serrano. Nesta ação, a instituição deseja que Guimarães pague os R$ 10 milhões decorrentes do acordo que foi assinado recentemente para encerrar a ação movida contra a Caixa pelo Ministério Público do Trabalho por conta dos casos de assédio.

Pedro Guimarães terá pagar por iPhones destruídos 

Já a segunda ação movida pela Caixa é um tanto inusitada. O banco deseja que o Pedro pague por outros prejuízos que causou durante sua passagem por lá. Nesta lista de prejuízos constam seis iPhones do banco que ele destruiu.

De acordo com relatos de funcionários, o ex-presidente tinha acessos de raiva e geralmente jogava os aparelhos na parede.

Guimarães jogava aparelhos na parede

Segundo a Caixa, os aparelhos, “disponibilizados ao sr. Pedro Guimarães para o desenvolvimento das suas atividades, enquanto no exercício da presidência da Caixa”, não foram devolvidos quando ele saiu do cargo.

“Caso não seja possível a devolução dos equipamentos, requer-se o pagamento do valor correspondente ao reembolso dos montantes devidos, o que, de acordo com as respectivas notas fiscais, gira em torno de R$ 45 mil”, disse o banco ao Valor.

“A testemunha 01 disse que quando o ex-presidente fica com raiva ele destrói celular, joga celular no pé da pessoa, destrói uma TV, destrói um computador”, falava um trecho da investigação do MPT, segundo o Valor.

“A testemunha 12 disse que logo no começo da administração, com mais ou menos quatro meses, o ex-presidente recebeu o celular corporativo, ficou insatisfeito e jogou na parede, e o aparelho espatifou todo; que a depoente acredita que o aparelho era um iPhone.”

Através de uma nota enviada à Folha de São Paulo a respeito dos iPhones, o advogado de Guimarães disse que a Caixa fechou o acordo para “prejudicar o ex-presidente politicamente”.

Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.