Será que pega? Brasil começa a testar modelo com 4 dias de trabalho por semana; saiba mais

Modelo com 4 dias de trabalho por semana já foi testado em diversos países e agora chega ao Brasil. Um dos grandes desafios da adoção desse modelo no país é a crença de que a produtividade está totalmente relacionada a quantidade de horas trabalhadas. Entenda melhor como funciona essa prática.

Será que pega? Brasil começa a testar modelo com 4 dias de trabalho por semana; saiba mais
Será que pega? Brasil começa a testar modelo com 4 dias de trabalho por semana; saiba mais (Imagem: FDR)

Um modelo que tem se espalhado por todo o mundo chega ao Brasil, a organização sem fins lucrativos 4 Day Week, vai testar o modelo com 4 dias de trabalho. A organização já realizou testes desse modelo em diversos países, aqui conta com parceria com a brasileira Reconnect Happiness at Work.

No Brasil um dos grandes conceitos que deve ser desmistificado é o que de a produtividade está totalmente relacionada ao número de horas trabalhadas, como explicou à Exame, a diretora da Reconnect e especialista em felicidade corporativa, Renata Rivetti.

“É um projeto com foco inicial no aumento de produtividade, mas que acaba resultando em ganhos para os indivíduos, suas famílias e para toda a sociedade. As empresas que adotaram a semana de trabalho de 32 horas percebem maior atração e retenção de talentos, envolvimento mais profundo do cliente e melhor saúde e felicidade dos colaboradores”.

Testes no Brasil de 4 dias de trabalho por semana

Esse modelo deve ser implementado no mês de setembro; antes disso, as empresas terão acesso a informações entre junho e julho e em agosto serão preparadas para a implementação.

A participação no experimento terá um custo para a organização que ainda não foi divulgado.

Não há pré-requisitos para a participação, assim, empresas de qualquer porte poderão se cadastrar.

Para demonstrar interesse em fazer parte desses testes é necessário preencher o formulário disponível no site 4dayweek.com.

Os trabalhadores não serão prejudicados ao participarem do experimento, já que a ideia é manter 100% do salário atual, com redução para 80% da carga horária, mantendo 100% da produtividade.

Ao final os especialistas analisarão o estresse da força de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, resultados financeiros e rotatividade.

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Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.