Você já ouviu falar em ChapGPT? Tem gente com medo de perder o emprego por conta dele

CAMPINAS, SP — Você já precisou de um atendimento, seja por computador, seja pelo telefone, e quando percebeu, estava falando com uma máquina? Cada vez mais comuns, os chat automático, conhecimdos como chatbot já fazem parte da realidade do atendimento de muitas empresas.

Porém, muitas vezes, depois de clicar um monte de opções, a máquina se perde, e aí deduas uma: ou a conversa é encerrada automaticamente ou o atendimento é transferido para um humano. Mas esse cenário está com os dias contados. 

O ChatGPT

A Microsoft vai introduzir, em breve, em seu pacote Office, a tecnologia de inteligência artificial da empresa OpenAI batizada de “ChatGPT“. Com um investimento de US$ 10 bilhões, trata-se de uma solução na nuvem que pode ser compreendida como uma versão aprimorada do GPT-3.5, com a principal utilidade de gerar textos como os produzidos por humanos, como este que você, leitor, está lendo agora.

O anúncio foi feito pelo atual CEO da Microsoft, Satya Nadella, que acredita que a tecnologia “vai viralizar” devido a sua capacidade não somente de produzir redações de qualidade, mas também de responder a perguntas e até mesmo gerar códigos de desenvolvimento de software.

A ideia do ChatGPT começou em 2018, quando foi lançada a primeira versão do projeto, e aos poucos ele foi se aprimorando. Hoje, ele conta com uma vasta quantidade de textos disponíveis na web, incluindo conteúdo de veículos de notícias, artigos da Wikipédia e até posts em redes sociais.

Como funciona?

O GPT é um modelo de linguagem baseado em redes neurais, um conceito ligado à inteligência artificial, que prevê que uma sentença de texto seja coerente, fazendo total sentido para a compreensão humana.

Ele será empregado em chatbots capazes de gerar relações mais objetivas com as pessoas, usando apenas algumas instruções de entrada, sendo útil para gerar textos para blogs, redes sociais e sites, por exemplo. Depois de pronto, o resultado pode ser conferido e corrigido por um humano para adaptações de escrita ou supressão de improcedências.

ChatGPT nas empresas

Nas empresas, a ferramenta será capaz de trazer o cliente mais para perto, uma vez que se trata de um atendimento 24/7. Ademais, haverá diminuição no tempo de espera, otimização de diferentes departamentos de espera e uma ajuda extra para o negócio aprimorar seus produtos e serviços.

E isto é muito bem vindo. Para você ter uma ideia, em 2020, de acordo com o Relatório Zendesk de tendências da experiência do cliente, apenas 61% dos clientes entrevistados afirmaram que conseguiram resolver seus problemas nesse tipo de meio de comunicação. A ideia do ChatGPT é elevar esse número para mais de 90%.

A partir de seu lançamento, redações com aproximadamente 500 palavras, que são consideráveis “a quantidade certa” para várias postagens, poderão ser construídas com facilidade pela solução, que não trará (ainda) resultados perfeitos, razão pela qual a figura do revisor se torna importante.

Para Filipe Bento, CEO da Br24, os textos produzidos, de modo geral, são textos muito bons, encarando o fato de que são produzidos por um computador.

ChatGPT vai ‘roubar’ meu emprego?

Não estamos diante de mais uma tecnologia que vem para “roubar” o trabalho dos humanos, mas sim levar à redução no número de empregos em algumas áreas, como escrita criativa, redação de conteúdo e tradução. Por outro lado, pode criar oportunidades em outros segmentos, mudando significativamente o mercado de trabalho“, afirma Bento.

Ao automatizar muitas tarefas que atualmente são realizadas por humanos, como a geração de texto, a tradução e a resposta a perguntas, a ideia é que a máquina replique automaticamente o pensamento e a atuação de uma pessoa. O ChatGPT então demandará pessoas que saibam dialogar com ele.

Para Bento, com a automação das tarefas, as empresas vão se tornar mais eficientes e precisas, o que pode beneficiá-las e, por sua vez, criar empregos que exijam habilidades humanas para agregar muito mais valor aos seus negócios. Além disso, a manutenção e o treinamento de modelos de IA, como o ChatGPT, também podem demandar uma nova especialidade de trabalho.

“Já tem muita gente que cursou Jornalismo ou Pedagogia atuando como treinador de inteligência artificial dentro das empresas. Isso porque o mercado de educação formal demora um pouco mais para acompanhar a velocidade das mudanças e novas tecnologias. Como o ChatGPT e outros modelos de IA ainda precisam ser supervisionados e monitorados por humanos para garantir precisão e evitar erros, com certeza isso criará oportunidades para profissionais de tecnologia e ciência de dados”, finaliza o CEO da Br24.

Victor BarbozaVictor Barboza
Meu nome é Victor Lavagnini Barboza, sou especialista em finanças e editor-chefe do FDR, responsável pelas áreas de finanças, investimentos, carreiras e negócios. Sou graduado em Gestão Financeira pela Estácio e possuo especializações em Gestão de Negócios pela USP/ESALQ, Investimentos pela UNIBTA e Ciências Comportamentais pela Unisinos. Atuo no mundo financeiro desde 2012, com passagens em empresas como Motriz, Tendere, Strategy Manager e Campinas Tech. Também possuo trabalho acadêmicos nas áreas de gestão e finanças pela Unicamp e pela USP. Ministro aulas, cursos e palestras e já produzi conteúdos para diversos canais, nas temáticas de finanças pessoais, investimentos, educação financeira, fintechs, negócios, empreendedorismo, psicologia econômica e franquias. Sou fundador da GFCriativa e co-fundador da Fincatch.