Juliano Simões, CEO da CentralServer e associado da Assespro-PR/Acate afirma ser impressionante a capacidade que a tecnologia tem de interagir em linguagem natural, produzir textos e interpretar conteúdos. O ChatGPT tem suscitado a discussão sobre seu impacto no futuro do trabalho.
“Há pessoas que o veem como uma ameaça a certas profissões, enquanto outros acham que a nova ferramenta aumentará nossa capacidade de executar tarefas com qualidade”, afirma Simões.
E o que podemos esperar?
Como mostra Simões, vale lembrar que outras inovações causaram inquietudes semelhantes ao longo da história. O surgimento das planilhas eletrônicas, dos mecanismos de busca e dos sistemas de autosserviço também trouxeram preocupações quanto à eliminação de postos de trabalho.
“No entanto, nada disso ocorreu em larga escala. O que se viu foi que essas inovações nos transformaram em profissionais melhores, tornando nosso trabalho mais fácil e eficiente. Dentre todos os projetos de chatbot baseado em IA, o ChatGPT é o que mais impressiona pelo seu poder de revolucionar diversas atividades”, explica o CEO da CentralServer.
Para você ter uma ideia, na redação e na edição de textos, por exemplo, suas habilidades permitem criar artigos de alta qualidade muito mais rapidamente do que uma pessoa.
Isso economiza um tempo valioso de jornalistas e criadores de conteúdo, permitindo que eles se concentrem em tarefas mais importantes, como pesquisa, análise e interpretação. Além disso, o ChatGPT ajuda a melhorar a qualidade da escrita, pois identifica e corrige facilmente erros gramaticais e ortográficos.
Na mesma linha, a capacidade que o ChatGPT tem de produzir e analisar códigos de programação facilita o trabalho dos desenvolvedores. Ele também consegue corrigir e otimizar códigos-fonte, levando a entregas mais seguras e de melhor qualidade.
Há também aplicações para fornecer atendimento ao cliente, traduzir idiomas e analisar sentimentos. É difícil imaginar uma atividade profissional que não possa ser apoiada pelas funcionalidades do ChatGPT.
Mas não se preocupe! Simões comenta que, apesar de toda a sua exuberância, os chatbots não têm como substituir um aspecto fundamental do ser humano: a criatividade. Eles são grandes aliado para potencializar o trabalho, tornando-o mais fácil e eficiente, mas carecem dos atributos criativos, essenciais para produzir um texto envolvente ou sistemas de alta complexidade.
A inteligência artificial é, essencialmente, artificial. Na melhor das hipóteses, o ChatGPT é capaz de processar e transformar o conhecimento existente, que foi criado por humanos e espalhado na internet. Ele não consegue interpretar esse conhecimento de maneira que nos emocione. Não fala com persuasão. Também não consegue contextualizar as informações que apresenta.
O ChatGPT até consegue imitar o comportamento humano, até porque nosso cérebro é, de certa forma, uma máquina altamente complexa. Mas ele foi criado para trabalhar conosco e não por nós.
Simões acredita que estamos passando por um momento singular, marcando o início da era dourada da inteligência artificial. A partir daqui, vamos acelerar a capacidade de interpretar e produzir, liberando a nossa criatividade de maneira inédita.
“Portanto, como acontece com qualquer inovação, é importante termos a mente aberta para a mudança e encontrarmos maneiras de integrá-la produtivamente ao nosso trabalho e melhorar as nossas vidas”, finaliza Juliano Simões.