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Vai viajar? Descubra qual combustível está compensando mais

Por Paulo Amorim
30 de dezembro de 2022
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O preço da gasolina está em queda no Brasil. Na última quinta-feira, (1º), a Petrobras anunciou a quarta redução seguida no preço do combustível desde meados do mês de junho. Pela última atualização, o preço de venda nas distribuidoras teve uma baixa de 7,08%. Em um período inferior a três meses, o preço da gasolina teve uma queda de 19,2% nas refinarias. Em momento de pico, no dia 18 de junho, o combustível chegou a R$ 4,06. Esses são os valores iniciais da cadeia produtiva da gasolina. É importante destacar que, o preço da gasolina também sofre os impactos dos lucros das distribuidoras e revendedoras, não apenas dos impostos. Somente então, são estabelecidos os valores que chegam ao conhecimento dos consumidores. Os levantamentos periódicos acerca do preço nas bombas são feitos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os quais também evidenciam a queda expressiva no preço da gasolina. Ao analisar os dados correspondentes aos últimos 75 dias, nota-se que o valor médio do litro vendido ao consumidor foi reduzido em 29%, passando de R$ 7,39 para R$ 5,25. A queda drástica é uma combinação entre o barateamento dos combustíveis no mercado internacional junto à redução forçada dos impostos devido à proximidade do pleito eleitoral. Isso porque, os combustíveis compõem um dos principais motores da inflação brasileira. Principais motivações para a redução no preço da gasolina Queda no petróleo O preço da gasolina sofre influência direta da queda do petróleo no mercado internacional. Entretanto, existem preocupações acerca de uma possível desaceleração do crescimento mundial, o que contribui diretamente para a queda do preço da commodity. Os contratos futuros de petróleo tiveram um recuo inferior a US$ 100 nas últimas semanas. Em 2022, o barril de petróleo tipo brent atingiu o patamar de US$ 140 em meio aos impactos da guerra na Ucrânia. Na época, a preocupação era a de que haveria um descasamento na produção e oferta. Tributação reduzida O repasse da Petrobras para as distribuidoras é apenas uma parcela do preço do combustível destinado ao consumidor final. Com a proximidade das eleições, o governo Bolsonaro aproveitou as medidas tributárias para auxiliar na redução dos preços. Neste sentido, no final do mês de junho, começou a vigorar a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre itens essenciais, como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O ICMS é um imposto estadual, compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados. Essa mesma legislação também foi responsável por zerar as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, segundo dados da Petrobras. No entendimento da economista do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Juliana Inhasz, o Governo Federal tem tentado, indiretamente, alterar o preço da gasolina. "Tem influência nas tentativas de fazer a Petrobras reduzir o preço além da queda do petróleo, como, por exemplo, a redução de tributos que não se justifica economicamente através da análise fiscal", ponderou. Expectativas para o preço da gasolina no futuro A expectativa é que o preço do litro da gasolina se estabilize ou até continue apresentando quedas por mais algum tempo. A perspectiva de especialistas é de que não ocorram novos aumentos no preço da gasolina até o final de 2022. "É possível que a gasolina se mantenha nos patamares atuais ou até caia um pouco mais no decorrer de 2022", disse o líder de análise da Warren Investimentos, Frederico Nobre. Para André Braz, economista da Fundação Getúlio Vargas, a escalada de preço dos combustíveis dependerá do ritmo da economia mundial. Ele destacou que o mundo vive um período de inflação em alta, instigando os bancos a elevar as taxas de juros para conter a alta de preços.

O preço da gasolina está em queda no Brasil. Na última quinta-feira, (1º), a Petrobras anunciou a quarta redução seguida no preço do combustível desde meados do mês de junho. Pela última atualização, o preço de venda nas distribuidoras teve uma baixa de 7,08%. Em um período inferior a três meses, o preço da gasolina teve uma queda de 19,2% nas refinarias. Em momento de pico, no dia 18 de junho, o combustível chegou a R$ 4,06. Esses são os valores iniciais da cadeia produtiva da gasolina. É importante destacar que, o preço da gasolina também sofre os impactos dos lucros das distribuidoras e revendedoras, não apenas dos impostos. Somente então, são estabelecidos os valores que chegam ao conhecimento dos consumidores. Os levantamentos periódicos acerca do preço nas bombas são feitos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os quais também evidenciam a queda expressiva no preço da gasolina. Ao analisar os dados correspondentes aos últimos 75 dias, nota-se que o valor médio do litro vendido ao consumidor foi reduzido em 29%, passando de R$ 7,39 para R$ 5,25. A queda drástica é uma combinação entre o barateamento dos combustíveis no mercado internacional junto à redução forçada dos impostos devido à proximidade do pleito eleitoral. Isso porque, os combustíveis compõem um dos principais motores da inflação brasileira. Principais motivações para a redução no preço da gasolina Queda no petróleo O preço da gasolina sofre influência direta da queda do petróleo no mercado internacional. Entretanto, existem preocupações acerca de uma possível desaceleração do crescimento mundial, o que contribui diretamente para a queda do preço da commodity. Os contratos futuros de petróleo tiveram um recuo inferior a US$ 100 nas últimas semanas. Em 2022, o barril de petróleo tipo brent atingiu o patamar de US$ 140 em meio aos impactos da guerra na Ucrânia. Na época, a preocupação era a de que haveria um descasamento na produção e oferta. Tributação reduzida O repasse da Petrobras para as distribuidoras é apenas uma parcela do preço do combustível destinado ao consumidor final. Com a proximidade das eleições, o governo Bolsonaro aproveitou as medidas tributárias para auxiliar na redução dos preços. Neste sentido, no final do mês de junho, começou a vigorar a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre itens essenciais, como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. O ICMS é um imposto estadual, compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados. Essa mesma legislação também foi responsável por zerar as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, segundo dados da Petrobras. No entendimento da economista do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Juliana Inhasz, o Governo Federal tem tentado, indiretamente, alterar o preço da gasolina. "Tem influência nas tentativas de fazer a Petrobras reduzir o preço além da queda do petróleo, como, por exemplo, a redução de tributos que não se justifica economicamente através da análise fiscal", ponderou. Expectativas para o preço da gasolina no futuro A expectativa é que o preço do litro da gasolina se estabilize ou até continue apresentando quedas por mais algum tempo. A perspectiva de especialistas é de que não ocorram novos aumentos no preço da gasolina até o final de 2022. "É possível que a gasolina se mantenha nos patamares atuais ou até caia um pouco mais no decorrer de 2022", disse o líder de análise da Warren Investimentos, Frederico Nobre. Para André Braz, economista da Fundação Getúlio Vargas, a escalada de preço dos combustíveis dependerá do ritmo da economia mundial. Ele destacou que o mundo vive um período de inflação em alta, instigando os bancos a elevar as taxas de juros para conter a alta de preços.

Neste período do ano, muitos brasileiros aproveitam o tempo livre para viajar e curtir. Mas caso você queira se divertir mas também quer economizar é bom saber qual combustível é o mais vantajoso neste momento. Segundo o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), após baixar pelo quinto mês consecutivo, o valor médio da gasolina está mais vantajoso para as viagens de fim de ano do brasileiro. Saiba mais.

Em comparação com o mês de novembro, o combustível está 1,06% mais barato, sendo encontrado nos postos a R$ 5,27. Desde a primeira redução, no mês de julho, quando a média era de R$ 6,50, a queda já alcançou 19%. Já o etanol apresentou alta em dezembro, encerrando o período com o preço médio de R$ 4,31, um incremento de 0,61% ante o mês anterior.

“Ainda que o etanol esteja 22% mais barato que a gasolina, quando analisamos o custo por quilômetro rodado, este último segue sendo mais vantajoso em todos os Estados do Brasil, com exceção do Mato Grosso, onde o etanol custa R$ 0,45 por quilômetro, enquanto a gasolina sai por R$ 0,47, considerando desempenhos médios de 8,5 km/L para etanol e 11,5 km/L para gasolina”, comenta Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

Na análise por Região, o Norte se destacou com as médias mais altas para os dois combustíveis. Apesar do recuo de 0,47%, a gasolina foi encontrada a R$ 5,45 nos postos locais, enquanto o preço médio registrado para o etanol foi de R$ 4,61, após redução de 0,30% em comparação a novembro.

O Sudeste é a região com a gasolina mais barata do País, a R$ 5,10, após queda de 0,31% no último mês. Já o etanol mais em conta foi registrado no Centro-Oeste. Apesar da alta de 0,84%, o valor médio na Região para o combustível é de R$ 3,97.

No recorte por Estados, Roraima foi o que apresentou os maiores valores do Brasil para os dois combustíveis. O etanol, com média de R$ 5,15, teve redução de 3,56% no último mês; já a gasolina aumentou 0,19% no estado e é encontrada a um preço médio de R$ 5,89. Entre os combustíveis mais baratos do País estão a gasolina encontrada no Amazonas, a R$ 4,85, após a redução de 4,26%; e o etanol da Paraíba, que apesar do aumento de 4,05%, registrou média de R$ 3,77.

Ao comparar as variações   de alta e baixa por Estado, o IPTL destaca a Paraíba com o maior aumento para o etanol. O combustível teve acréscimo de 4.05% no estado, passando de R$ 3,62 para R$ 3,77. Já para a gasolina, o maior incremento (+ 3.04%) aconteceu no Amapá, com médias passando de R$ 5,17 para R$ 5,32. 

Em se tratando de redução, a registrada em Roraima, de 3,56%, foi a menor do Brasil para o etanol, enquanto para a gasolina a maior queda, de 6,06%, aconteceu na Bahia, onde o combustível passou de R$ 5,67 para R$5,33.

“De acordo com o último levantamento da Ticket Log, apesar de ter a média de preço mais vantajosa em apenas um estado, por ser produzido a partir da cana-de-açúcar ou milho, o etanol é capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas e, por esse motivo, é considerado ecologicamente mais viável ecologicamente para o abastecimento”, reforça Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. 

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Paulo Amorim

Paulo Amorim

Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.

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