Tesouro Direto: Novo título que facilita a vida de quem quer investir na aposentadoria já tem data para lançamento

O Tesouro Direto vai encerrar 2022 trazendo uma novidade que tem a finalidade de facilitar o planejamento da aposentadoria dos investidores. Batizado de Tesouro Renda+, o título é corrigido pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e com pagamento de amortizações em parcelas iguais todo mês, também com correção do IPCA, ao longo de 240 meses.

O objetivo desta novidade é o de deixar mais fácil a vida do investidores no acumulo de um patrimônio para ser utilizado futuramente como complemento de seus rendimentos na aposentadoria, e depois passar a receber este montante mensalmente em parcelas.

O funcionamento na prática é da seguinte forma: após guardar recursos ao longo de um período de tempo, o fluxo de pagamentos mensais corrigidos pela inflação assegurados pelo Tesouro Renda+ pode ser adicionado ao benefício previdenciário que é concedido pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Mesmo que não exista uma ligação formal entre as coisas, este título é interessante especialmente para quem já contribui com o INSS e que desejam aumentar o valor dos seus benefícios futuros, como é o caso, por exemplo, dos MEIs (Microempreendedores Individuais) ou até mesmo para trabalhadores registrados que não contam com plano de previdência.

Em casos como este, a previdência complementar pode ser planejada através  de investimentos sistemáticos no Tesouro Renda+.

Este título também é uma boa para o investidor de alta renda que deseja assegurar um rendimento mínimo futuramente, corrigido pela inflação e com garantia do Tesouro Nacional. O limite de compra é de R$ 1 milhão ao mês, mesmo limite dos atuais títulos do Tesouro Direto.

É possível escolher entre oito datas para iniciar o recebimento da renda. Este momento é chamado de “data de conversão” no Tesouro Direto. Cada título será identificado pelo ano da data de conversão. Desta forma, por exemplo, o Tesouro RendA+ 2030 vai iniciar os pagamentos no dia 15 de janeiro de 2030. Como são 20 anos de renda mensal, o título vence no dia 15 de dezembro de 2049.

A novidade possui taxa de custódia, mas de forma diferente, No Tesouro Renda+, a taxa de custódia fic zerada para os investidores que receberem o equivalente a até 6 salários mínimos no fluxo de pagamentos mensais futuros. Aqueles que recebem mãos que isso, receberá a cobrança de uma taxa de 0,10% ao ano sobre o excedente.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.